quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Entendendo "Ser Útil"

Entendendo "Ser Útil"

Começo por uma ligeira avaliação da adjetivação desta época da vida:

  • Terceira Idade, 
  • Melhor Idade, 
  • Pessoa Idosa, 
  • Sexalescentes.

Cada um dos adjetivos é baseado em perspectivas que não necessariamente se adequam a todos, mas atendem às expectativas do mercado. Uma nova expressão surgiu, ainda não tão difundida comercialmente como as outras:

  • "Idade Prateada" me parece mais geral, mais poética. 

A "prata" provavelmente vem dos cabelos brancos da grande maioria. 

A prata também, como no pódio olímpico, sugere uma posição mais retraída, um passo ao lado, um lugar de honra, sabedoria e observação, e esta posição  é uma condição dominante na população deste estágio da vida.

Somos pessoas que, nos mais diversos graus, assumimos o protagonismo na família, seja como provedor, como educador, como orientador e tantas outras funções características do que se costumava classificar como "o Esteio da Família". E, claro, estou falando tanto de homens como de mulheres que naturalmente assumem este papel de sustentáculo do grupo, cada um agindo conforme suas habilidades e potencialidades.

Ao adentrarmos a faixa "prateada", o normal é que a família já esteja estruturada. Cada membro já tenha se encaminhado a formar novos grupos familiares e nós vamos perdendo gradativamente o protagonismo, deixando de ser o "esteio" para virarmos referência respeitosa de valores e, algumas vezes, refúgio para situações de crise.

E agora?

Agora percebe-se a necessidade de entender a mensagem "Ser Útil". Precisamos desenvolver a funcionalidade de nos fazermos necessários. Se a nossa estrutura familiar já não precisa da nossa participação cotidiana, precisamos procurar nichos onde possamos atuar. Não necessariamente com as mesmas funcionalidades desenvolvidas em família, mas participar, ser necessários, ser requisitados...

O voluntariado encaixa-se como uma luva neste momento. A participação em grupos de igreja, clubes, rodas de amigos na pracinha, academia, clubes de leitura, etc.

Afinal, a mensagem "Ser Útil" sintetiza de forma clara: 

— Você precisa continuar VIVO!!!

Ouça o áudio no estilo PodCast onde o tema é este texto!



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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Ser Útil

Tenho percebido mudanças involuntárias no âmbito mais íntimo da minha vivência, já considerada longeva aos mais de 70 anos. Quando digo "mais íntimo", quero transmitir a sensação de mudanças desde o mais físico/material até o mais etéreo da minha consciência. Isto incomodou-me a ponto de, ao longo dos últimos meses, ter-me sentido enredado e, daí, partido para uma ação que daria uma verdadeira Epopeia particular.

Como mudanças graves ocorreram na rotina maçante de aposentado, de imediato decidi maximizar a prática de exercícios físicos, baseando-me nos conhecidos aspectos benéficos desta atividade. A parte da "caminhada" predispõe e induz a uma outra prática, não física, mas espiritual/emocional, que é o exercício mental de Relaxar, Identificar, Avaliar e Decidir sobre a questão em voga. Acredito que isto ocorre em função da oxigenação consequente do cérebro.

Neste processo de autoterapia, algumas "vitórias" foram sendo construídas:

  • Reestabelecer o foco numa rotina normal;

  • Maximizar práticas relaxantes (Música, Leitura/Escrita, Filmes);

  • Minimizar a audiência dos "feeds de notícias", principalmente as "futricas" do noticiário político;

  • Minimizar a frequência na internet, entre outras.

Mas o quadro ainda não era totalmente satisfatório.

Concentrei-me na minha relação com DEUS! Longos e intermináveis monólogos tentando caracterizar o desconforto, questionando a clareza dos propósitos deste e, principalmente, solicitando evidências de soluções cabíveis.

Como sempre, na mais clara linha de raciocínio possível, recebi a mensagem límpida e acachapante: SER ÚTIL!!! 

Ouça o áudio no estilo PodCast onde o tema é este texto!




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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Consequências de "A paz"

Após a redação e publicação do meu ultimo texto "A Paz" senti a necessidade de escrever um outro texto introspectivo numa espécie de exame de consciência e afirmação de propósitos. Ao escrever sobre as próprias experiências, a tendência natural é encontrar um tema que incorpore fatos e situações que caracterizem a boa intenção de transmitir leveza, sinceridade e paz de espírito. Sem abrir mão desta perspectiva confortável, percebo que alguns fatos incontestáveis, e outros nem tanto, vêm à baila.

Tenho consciência de que me caracterizo como uma pessoa voltada para o bem, uma pessoa que abjura solenemente de algumas "desvirtudes" tão em voga nestes últimos tempos:

  • Nunca me surpreendi com desejos de vingança;

  • Nunca pratiquei um protagonismo egocêntrico, apesar de nunca me permitir um papel coadjuvante na minha própria história;

  • Nunca usei de proselitismo em prol das minhas verdades; sempre aceitei a liberdade que os outros têm de assumir as suas próprias convicções. Limito-me, no máximo, a exibir com naturalidade as consequências que considero positivas do meu comportamento. Ou seja, um bom exemplo é sempre a melhor catequese;

  • Sempre procurei trilhar os caminhos da verdade, partindo do princípio de que esta sempre se impõe.

Por que este preâmbulo? Não sou candidato a qualquer cargo político, nem tampouco me sinto notável o suficiente para ser elegível a divulgar uma autobiografia. Aqui, o propósito é simplesmente caracterizar uma performance que me permita avaliar as consequências dos meus atos na comunidade à qual pertenço.

Avalio que tive a intenção de apoio e ajuda à totalidade das pessoas com quem mantive algum grau de convívio. A julgar pela permanência do convívio, considero ter a avaliação confirmada. Sei da possibilidade de que, em alguns casos, meus atos tenham gerado algum desconforto para algumas pessoas, a despeito da minha expectativa sempre positiva. Isto é muito desconfortável para mim. Mas, se ocorreram, o meu arrependimento em relação a estes fatos está previamente atestado.

Não quero vender a ideia de "santidade": em alguns momentos, normalmente de defesa do meu comprometimento com a verdade, exasperei-me e atuei de forma grave ou até grosseira. Os envolvidos sabem da minha condição de pesar pelo fato ocorrido.

Finalizando, considero a minha jornada até aqui como uma história real de convivência pacífica e fraterna. 

    

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A paz

Refiro-me exclusivamente ao que se chama de paz espiritual, aquela sensação absolutamente íntima, pessoal, que se instala e se assenhora do estado de espírito e, a partir daí, controla todo o comportamento físico e mental. As sensações experimentadas nesta condição aproximam-se do divino e, acredito, neste estágio alcançamos o ponto mais próximo de Deus. Faço uma ligação direta com o terceiro verso da oração do Pai Nosso: "...venha a nós o vosso reino".

O bom é que acontece sem que se tenha perdido a ligação com a realidade. Só que a realidade, neste momento, põe foco nas coisas simples: a verdade, o carinho e o amor ao próximo.

A solitude impõe-se prazerosa e, neste ponto, a introspecção nos leva a uma condição de autoconhecimento. Percebendo-nos como parte da natureza, a visão fica mais clara, portanto, mais simples e, daí, mais completa.

A paz, a calma, a tranquilidade nos colocam numa condição de segurança e equilíbrio que somente nestes momentos conseguimos experimentar. Conhecer os gatilhos que nos fazem alcançar esta plenitude é o melhor desta vivência — escrever sobre o meu momento introspectivo é uma das maneiras.

 


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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Encher o tempo

De uns tempos para cá, tenho me deparado com uma espécie de tédio. Sim, acho mesmo que a sensação é de tédio. Escrever tem sido a válvula de escape que tenho usado para desvanecer, mas até escrever tem me trazido para uma condição onde, ao iniciar, a busca por um tema para discorrer, vez ou outra, é enfadonha. Mas, como estou decidido a vencer este monstro, busco nas minhas preferências um tema que me faça pensar um mundo melhor. Não tem jeito! Termino sempre buscando um tema dentro do universo progressista (com o cuidado de evitar viajar na utopia fantasiosa).

Afinal, o que é ser Progressista? O progressismo é uma corrente política e ideológica que defende reformas sociais, econômicas e culturais focadas no avanço da humanidade, direitos humanos, inclusão e justiça social. Diferente do conservadorismo, busca a transformação política baseada na evolução e na razão.

O assunto de hoje será a campanha eleitoral, que já se estabeleceu desde o resultado das últimas eleições. Iniciou-se com a tentativa de golpe, que fracassou, mas manteve o ímpeto golpista baseado em mentiras e distorções absurdas, sempre na expectativa de manter a audiência aturdida na mais pura abstração da realidade. A estratégia é manter a agressividade contra o considerado normal e, sem escrúpulos, deixar crescer a onda de negacionismos os mais diversos possíveis, sempre na direção de difundir a ideia de que o "sistema" quer romper o tal "código moral de bons costumes" — que eles mesmos não seguem, mas defendem.

Voltando à realidade, a campanha eleitoral propriamente dita se inicia após as reuniões partidárias, quando então as agremiações homologam a lista de candidatos aos diversos cargos eletivos previstos. Antes, porém, o processo político para compor as coligações já se espalha no mundo político. Espero que as tais composições acertadas, onde "rola" todo tipo de negociação, possam trazer para o campo progressista a clareza e a força eleitoral que o mandato atual providenciou instalar ao longo dos últimos anos.

O foco inicial foi reconstruir as instituições e reestabelecer os programas de inclusão social, enquanto os ministérios técnicos se alinhavam com as diretrizes políticas estabelecidas e administradas pela ala política (Casa Civil) em busca da volta à normalidade administrativa num ambiente institucional restaurado. Foi trabalhoso, muita coisa ainda há por fazer, mas os avanços são perceptíveis. As pessoas que são o alvo das políticas percebem a melhora, a despeito do lado ideológico em que estejam.

Isso ocorre graças à transversalidade das políticas públicas, que, ao atuarem simultaneamente em esferas como moradia, transporte, saúde, educação, emprego  e segurança, tornam os avanços visíveis na realidade material da população. Gera-se, assim, um impacto direto no cotidiano, garantindo proteção e bem-estar às famílias no enfrentamento de dificuldades. Consequentemente, a população realiza uma avaliação empírica: ao vivenciar os efeitos de programas como o Bolsa Família, SUS (Sistema Único de Saúde) ou o SUAS (Sistema Único de Assistência Social), o cidadão é capaz de avaliar a eficácia do serviço baseando-se na sua experiência direta, e não apenas em alinhamentos políticos abstratos.

Estou satisfeito com o trabalho realizado. Também sei que este período eleitoral que se avizinha vai ser doloroso e chato — não suporto mais as "futricas" políticas que inundam o noticiário e as redes sociais. Precisa ter bastante paciência para tolerar a desfaçatez do pessoal da ultradireita ao pautar os absurdos, as mentiras e os negacionismos característicos.

Tudo bem que vai ter a Copa do Mundo para aliviar um pouco!!!



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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Execução - Projeto Piloto - Parte 3

Roteiro do Encontro #1: "Homem que se cuida não perde o posto"

Público-alvo: Homens da comunidade (convidados pelos Agentes de Saúde e pela Médica). Duração: 60 a 90 minutos. Ambiente: Sala de reuniões da UBS ou um espaço circular (evitar formato sala de aula; preferir roda de conversa). Facilitador Principal: Voluntário. Autoridade Presente: A Médica (Gerente do Projeto).


A Pauta (Minuto a Minuto)

1. Abertura Institucional (10 min) - A cargo da Médica (Gerente)

  • Objetivo: Validar o grupo perante a comunidade.

  • Ação: A médica dá as boas-vindas, explica que a UBS quer ouvir mais os homens e apresenta o voluntário não como um "professor", mas como um vizinho, um usuário do sistema que tem uma visão interessante para compartilhar.

  • Fala sugerida (Médica): "Este espaço é de vocês. Queremos que a saúde do homem vá além de tratar doença. Por isso, convidei o voluntário, que mora aqui na região, para liderar essa conversa."

2. O "Contando histórias" de Conexão (15 min) - A cargo do Voluntário Facilitador

  • Objetivo: Gerar identificação e quebrar o gelo. Usar a sinceridade.

  • Tática: Comece falando da sua estranheza inicial. Não comece falando de doenças.

  • Roteiro de fala:

    • Facilitador conta que veio do sistema privado ("Eu pagava plano de saúde e achava que isso resolvia tudo").

    • A surpresa com a aposentadoria/mudança de vida.

    • O choque positivo com a "Clínica da Família" (Facilitador elogia a equipe presente gera empatia imediata).

    • O Pulo do Gato: "No privado, eu era cliente e exigia. Aqui, eu entendi que sou parte de uma comunidade e preciso participar."

3. Dinâmica: O "Consumidor" vs. O "Parceiro" (20 min)

  • Objetivo: Introduzir a mudança de mentalidade de forma leve.

  • Dinâmica:

    • Perguntar ao grupo: "Qual a maior diferença que vocês sentem entre ser atendido num consultório particular (ou o que veem na TV) e aqui na UBS?"

    • Deixar eles reclamarem (vai acontecer). Acolha as reclamações (fila, demora).

    • Intervenção do Facilitador: Usar a analogia da Engrenagem. "No particular, a gente paga para trocarem a peça quando quebra. Aqui no SUS, a ideia é a manutenção preventiva para a peça nunca quebrar. Se a gente só vier quando a 'peça quebrar' (emergência), o sistema trava."

4. Definição da Identidade do Grupo (15 min)

  • Objetivo: Responder às perguntas ("Por que um grupo de homens?").

  • Ação: Construção coletiva.

  • Provocação: "Dizem que homem só vai ao médico quando a mulher obriga ou quando a dor é insuportável. Isso é verdade? Por que a gente faz isso?"

  • Isso abre espaço para falar de medos, tabus e da cultura machista de "ser forte", mas sem usar termos acadêmicos.

5. Encerramento e Compromisso (10 min)

  • Objetivo: Garantir o retorno no próximo encontro.

  • Ação:

    • Definir o tema do próximo encontro (Ex: "Pressão Alta: O inimigo silencioso que derruba o homem forte").

    • Café/Lanche: Momento crucial de socialização informal.


Indicadores de sucesso do Projeto Piloto

Precisamos medir se funcionou. Usando métricas simples:

  1. Taxa de Retenção: Quantos homens do Encontro 1 voltaram no Encontro 2?

  2. Índice de Participação: Quantos falaram durante a roda vs. quantos ficaram mudos?

  3. Conversão Clínica: (Métrica para a Médica acompanhar) Desses homens, quantos marcaram exames preventivos ou regularizaram receitas após a conversa?

Plano Piloto - Saúde do Homem - Parte 2

Projeto: Grupos de Atenção e Conscientização em (Plano Piloto - Saúde do Homem)

1. Justificativa do Projeto 

A transição de usuários do sistema privado para o SUS, muitas vezes motivada por aposentadoria ou mudança financeira, gera ceticismo e insegurança devido à cultura de "consumidor de saúde" (foco na cura/emergência) em oposição à cultura de "usuário do sistema" (foco na prevenção/atenção básica).

A UBS possui recursos finitos e precisa organizar a demanda. A criação de Grupos de Atenção visa preencher a lacuna entre a estrutura clínica (Médicos/Agentes) e a comunidade, atuando na mudança de mentalidade para a Conscientização da Prevenção.

2. Objetivos do Projeto

  • Geral: Implementar um modelo de voluntariado ativo na UBS para fomentar a educação em saúde e prevenção.

  • Específico: Estruturar e lançar o projeto piloto "Grupo de Homens" em até 90 dias.

  • Mensurável: Realizar 4 encontros iniciais (quinzenais) com média de 10 participantes por sessão.

  • Atingível: Utilizar a estrutura física já existente da UBS e o capital humano voluntário.

  • Relevante: Reduzir, a médio/longo prazo, a demanda por atendimentos de urgência através do controle de doenças crônicas (hipertensão, diabetes) via conscientização.

  • Temporal: Ciclo do projeto piloto de 4 meses (1 mês planejamento + 3 meses execução).

3. Escopo do Projeto

O que FAZ parte do escopo:

  • Recrutamento de voluntários e participantes na comunidade (com apoio dos Agentes de Saúde).

  • Realização de reuniões presenciais (palestras, rodas de conversa tipo "AA", troca de experiências).

  • Coordenação com a equipe técnica da UBS para alinhar temas médicos.

  • Criação de indicadores de satisfação e efetividade.

O que NÃO FAZ parte do escopo:

  • Consultas médicas dentro do grupo (o grupo é educativo/apoio, não clínico).

  • Fornecimento de medicamentos ou exames fora do fluxo normal da UBS.

  • Reformas estruturais na UBS.

4. Partes Interessadas

  • Patrocinador: Gerência da UBS / Secretaria de Saúde local (quem autoriza o uso do espaço).

  • Gerente do Projeto: A medica responsável pelo Setor, a qual apresentei a proposta de voluntariado. Passo a atuar como Facilitador Operacional.

  • Equipe do Projeto: Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Médicos de Família (apoio técnico).

  • Clientes/Beneficiários: A população masculina da região (foco inicial).

5. Estrutura Analítica do Projeto (EAP) - Macro etapas

Fase 1: Iniciação e Planejamento

1.1. Reunião de alinhamento com a Gerência da UBS (Respondendo: "Qual a justificativa?").

1.2. Definição do formato (Palestras vs. Bate-papo).

1.3. Definição de datas, horários e local.

Fase 2: Mobilização

2.1. Engajamento dos Agentes de Saúde (divulgadores).

2.2. Criação de material de convite (físico ou digital/WhatsApp).

2.3. Recrutamento ativo do público-alvo ("Homens").

Fase 3: Execução (O Piloto)

3.1. Realização do Encontro 1: "Quebrando o Gelo: Do Privado ao Público".

3.2. Realização do Encontro 2: "Prevenção não é coisa de fraco".

3.3. Realização do Encontro 3: Tema Técnico (ex: Hipertensão/Diabetes) com convidado.

Fase 4: Monitoramento e Controle

4.1. Coleta de feedback após cada sessão (Pesquisa simples).

4.2. Registro de frequência.

6. Riscos Preliminares

RiscoProbabilidadeImpactoPlano de Resposta
Baixa adesão do público masculino (culturalmente resistentes a ir ao médico).AltaAltoFocar a comunicação em "performance" e "autonomia" e não em "doença". Usar ambiente descontraído.
Resistência da equipe técnica da UBS ( burocracia).MédiaMédioEnvolver os médicos e agentes na construção do projeto desde o dia 1.
Desistência do voluntário por falta de apoio.MédiaAltoDefinir metas pequenas e comemoráveis.
👉continue.... Clique aqui e leia a seguir: "Execução do Plano Piloto"


O Plano - Parte 1

A transição do sistema privado de saúde para o SUS acontece como consequência de quem sofre uma reviravolta na vida financeira (muito comum no momento da aposentadoria), e isto, no quesito saúde, vem recheado de incertezas, dúvidas e questionamentos. Ou seja, um completo ceticismo criado a partir da divulgação massiva de notícias que se concentram nas falhas do sistema e quase nunca divulgam qualquer análise sobre as expectativas contidas nos conceitos estruturais do sistema único e universal de saúde.

Esta transição envolve uma mudança radical de postura do paciente em relação ao sistema. No sistema privado, o associado assume a condição de consumidor, de cliente que compra um serviço, que exige prioridade e paga por isto. No sistema público, a população é atendida por uma regulação que maximiza a utilização dos recursos estruturais (pessoal e equipamentos) e financeiros, adequando-os ao grau de criticidade da condição de saúde desta população. Aqui surge a necessidade de minimamente organizar esta demanda.

Acredito que, neste momento, as UBS (Unidades Básicas de Saúde) entram em ação através do conceito de Clínicas da Família, com foco em prevenção e com expectativa de enfrentar e reduzir os casos de emergência/urgência. O foco sai do "Pronto Socorro" e consolida a ação de conscientização da prevenção.

Nesta minha conjectura, as figuras do Médico de Família e do Agente de Saúde aparecem como executores desta manobra de organização da demanda. Acredito que a formação dos Grupos de Atenção com a participação da população fecharia o ciclo desta organização, agora com a efetiva resposta da comunidade ao sistema.

Como formar estes Grupos de Atenção?

Eles são realmente necessários ou só um fruto desta análise pretensiosa? Já existe algum funcionando com a expectativa de conscientização? Uma ação de voluntariado já existe em algum grau de efetividade?

Imagino que uma estrutura administrativa como uma UBS, que atua sobre uma área densamente povoada com um objetivo focal de mudança de mentalidade da população, pressupõe um planejamento estratégico de longo prazo. Nele, o objetivo principal — Conscientização da Prevenção — deve estar escalonado com objetivos secundários pré-definidos, onde a estrutura disponível (pessoal e equipamentos) é aplicada.

Uma vez identificados os principais desafios da população atendida, o esperado é que se estabeleçam os núcleos de ação. Acompanhar estes núcleos — Hipertensos, Diabéticos, Puericultura, Menopausa e outros — provavelmente é uma tarefa básica da estrutura de atendimento: Médicos da Família e Agentes de Saúde.

Grupos de Atenção, liderados por agentes públicos ou voluntários, devem funcionar como agentes de transformação, desenvolvendo ações de conscientização da prevenção. A título de exemplo, um Grupo de Atenção que organiza exercícios físicos na praça atende necessidades de diversos núcleos: Hipertensos, Diabéticos e outros.

A pergunta inicial ainda está posta: Como formar um Grupo de Atenção com participação voluntária da população assistida?

Um grupo de "Homens" foi sugerido inicialmente.

Qual o escopo deste grupo? Por que um "Grupo de Homens"? Qual a justificativa e objetivo? Como será implementado? Como será desenvolvido? Palestras? Encontros para bate-papo (tipo AA)? Alguma verificação de efetividade (Pesquisa elaborada) será implementada?

São muitas questões dentro da pergunta principal. Espero respostas no próximo encontro com os representantes da UBS e, daí, começar a trabalhar...

👉continue...... Leia a seguir  Plano Piloto "Saúde do Homem"  



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I

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Voluntário - Introdução

Não faço ideia da magnitude do conceito de "Saúde Básica" aplicado como uma das bases de atuação do SUS (Sistema Único de Saúde). Como progressista, entendo ser uma ação de dignidade mínima que se aplica de forma universal e é oferecida à população.

Como toda ação progressista, está baseada provavelmente na utopia de atender a comunidade com a melhor qualidade que os impostos cobrados possam garantir.

No meu caso específico, em que passei a ser usuário do Sistema após longo período assistido pelos serviços de saúde privados, surpreendi-me com o tamanho da expectativa de atendimento da UBS à qual estou regionalmente ligado. A qualidade do atendimento, no conceito "Clínica da Família", com a qual fui agraciado nestes últimos tempos, me fez ponderar e verbalizar a vontade que me aflorou de trabalhar de forma voluntária para o sucesso desta empreitada.

Foi-me sugerido pensar numa forma de viabilizar a formação de um grupo de homens, imagino que também voluntários, para falarem de saúde básica. Não sei o que isto significa exatamente. Só percebi o objetivo de propiciar à seção da UBS em que estou inscrito mais um serviço à disposição da população atendida. Seria aplicar os conceitos de abrangência e de profundidade da expectativa de melhorar a qualidade de vida e, consequentemente, a saúde desta população?

Já sabia que existem outros grupos atuando nesta mesma direção, além dos Agentes de Saúde, que desenvolvem um processo intenso de penetração na comunidade para disseminar a atenção básica de saúde, maximizando a prevenção. Por exemplo, há pouco tempo, deparei-me com uma ação de um grupo que realiza sessões de exercícios físicos na praça em que pratico os meus.

Quantos grupos mais existem? Quais "ferramentas" de coesão eles usam? Existe um processo de aferição de resultados ou esperamos o resultado nas leituras das estatísticas universais e distantes da realidade regional? Qual penetrabilidade está associada à ação destes grupos? Praticamos alguma pesquisa com grupos específicos?

Quão revolucionário pode ser um trabalho bem planejado e organizado? Quão efetivo pode ser em termos de aumento da prevenção com redução de custos associados à emergência ou urgência?

Estou disposto e cada vez mais entusiasmado com uma possível atuação no processo de gerenciamento do planejamento deste projeto grandioso baseado na utopia progressista que incorporo.

Daí imagino: Quanta competência disponível e não utilizada está acumulada neste Brasil afora?

Nem sei ainda como endereçar esta crônica a pessoas com poder de decisão para aprovar a minha adesão voluntária. Mas, como diria Millôr Fernandes: "Livre pensar! É só pensar!!!" 

👉continue...... Leia a seguir " O Plano - Parte 1 "
        

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Um projeto progressista e futurista

Um sonho utópico é uma visão de sociedade idealizada. Normalmente, fantasiosa. Uma sociedade perfeita não existe, ponto final.

Entretanto, não custa exercitar a mente em desenhar alguma forma de trazer a sociedade ao ponto mais próximo do ideal. Projetar o ideal progressista que reconheça as dificuldades da realidade, mas que estabeleça metas, construa pontes. Vamos começar!!!

Como base deste "projeto", precisamos definir conceitos que são básicos e, qualquer que seja a realidade, serão verdadeiros; não deixam dúvidas.

No contexto natural, todas as pessoas nascem exatamente iguais. Também é verdade que cada indivíduo traz consigo marcas indeléveis da sua condição humana. Porém, socialmente, somos todos iguais perante a lei.

Os privilégios começam a impor realidades diferentes na medida em que se observam as condições da "chegada" do novo ser. Nada contra o conforto extra; o importante é que todos sejam recebidos com um mínimo de dignidade, e isto vale não somente para o momento da chegada, mas para todo o desenrolar da vida.

A partir daqui, começamos a desenhar a "imposição" deste projeto progressista.

"Todos terão direito a uma vida minimamente digna, onde estão garantidos os direitos básicos de sobrevivência, crescimento e amadurecimento."

Nesta sociedade progressista, imaginada fraterna, o direito à sobrevivência (moradia, alimentação, educação, saúde, emprego e segurança) é considerado uma condição humana, assim como o oxigênio, a água e a luz do sol.

O direito ao crescimento é a consolidação da máxima que afirma que "o saber acumulado pela sociedade é um bem público e, portanto, o acesso não pode ser limitado ou negociado".

O direito ao amadurecimento consolida o lema: "A cada qual conforme seus méritos!", agora com oportunidades iguais para todos.

Considerando um quadro onde a moradia, a educação, a saúde, o emprego e a segurança são garantidas, a manutenção deste quadro será bancada por impostos cobrados sobre a atividade econômica de produção de bens e serviços.

Aqui se inaugura o conceito de função social do dinheiro, entendendo o dinheiro como a consequência material do sucesso da empreitada. Percebe-se e apoia-se o sucesso como condição mínima do empreendedorismo. Entretanto, tem-se que lembrar que o sucesso ocorre quando o empreendimento atua sobre uma comunidade e, assim sendo, cobra-se uma parcela pela participação nesse sucesso, o que chamamos de imposto.

O governo, apresentado nas suas três vertentes principais (Legislativo, Executivo e Judiciário), escolhidos democraticamente pela sociedade, atua da seguinte forma: legisla estabelecendo as regras; executa as regras recolhendo os impostos e devolvendo dignidade à sobrevivência da comunidade; e julga com base nas regras, na expectativa de dirimir dúvidas a respeito delas e de sua execução.    




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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Comunicação social

Muito bom começar o dia escrevendo mesmo antes de sair para os exercícios matinais. Estou tentando levar a vida sem as futricas do noticiário politico nacional e internacional. A intenção é sair fora da avalanche de noticias falsas e absurdos propagados pela ultradireita e a consequente reações criticas à tais noticias deflagrada pela ala progressista. Também tenho me afastado dos ufanistas de esquerda. Em ambos os casos tanto os progressistas quanto os esquerdistas não fazem uma boa avaliação da situação com os resultados já obtidos pela ação de um governo de centro esquerda. No caso dos progressistas quando rebatem os absurdos emitidos pela ultra direita o mínimo que produzem é aumentar o engajamento das redes ultra direitista, Enquanto os ufanistas de esquerda o máximo que conseguem é trabalhar um culto ao personalismo de ícones da esquerda que não ajuda em nada na divulgação da realidade politica que o Brasil está atravessando.
Muito pouco se faz na divulgação de resultados e menos ainda se comenta a percepção da população como um todo do quadro geral do país. Os resultados são expressivos e altamente positivos e não vejo pesquisas de opinião sobre o grau de satisfação que estes resultados geram.
Os números são altamente positivos e em alguns casos chegam a ser surpreendentes. Vejamos o caso do nível de comercio exterior (IMP+EXP) que em 2025 alcançou a marca de US$630 bilhões quando em 2003 (primeiro ano da saga progressista) somava apenas US$121 bilhões. Ou seja em 20 anos houve um crescimento da ordem de 1/2 trilhão de dólares.  
Nunca se vê falar com analises serias sobre os efeitos das politicas de inclusão social, Quantas unidades foram distribuídas no programa Minha casa minha Vida? quantas estão em construção ou contratadas até o fim do mandato? Quanto emprego direto foi gerado por esta iniciativa. 
Em relação à Saúde onde estão os resultados analisados do alcance abrangente do SUS.
Na Educação não se divulga a analise dos resultados alcançados seja com o crescimento da infraestrutura de educação como creches, escola em tempo integral, Institutos Federais e os novos campi. Não se fala do crescimento do numero de matriculados no ENEM.
Na Agricultura familiar onde estão os números? Qual é o impacto desta politica na merenda escolar, na saída do país do mapa da fome da ONU? nas cozinhas solidárias? 
Na Cultura qual é o numero de empregos gerados pela Lei Rouanet e Lei Aldir Blanc e os resultados macro econômicos da Cultura em termos gerais?
Nem vou comentar os resultados da Economia. A inflação dentro da banda, O crescimento da massa salarial, o Crescimento do PIB que gera aumento no Salario mínimo, o controle da meta fiscal, etc., etc.
E assim tem sido com todas as politicas implementadas. Não existe a preocupação de apresentar um estudo sobre o grau de satisfação da população em relação a estes temas.
Chega de divulgação ufanista, precisamos de analise dos efeitos destas politicas.
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