quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Encher o tempo

De uns tempos para cá, tenho me deparado com uma espécie de tédio. Sim, acho mesmo que a sensação é de tédio. Escrever tem sido a válvula de escape que tenho usado para desvanecer, mas até escrever tem me trazido para uma condição onde, ao iniciar, a busca por um tema para discorrer, vez ou outra, é enfadonha. Mas, como estou decidido a vencer este monstro, busco nas minhas preferências um tema que me faça pensar um mundo melhor. Não tem jeito! Termino sempre buscando um tema dentro do universo progressista (com o cuidado de evitar viajar na utopia fantasiosa).

Afinal, o que é ser Progressista? O progressismo é uma corrente política e ideológica que defende reformas sociais, econômicas e culturais focadas no avanço da humanidade, direitos humanos, inclusão e justiça social. Diferente do conservadorismo, busca a transformação política baseada na evolução e na razão.

O assunto de hoje será a campanha eleitoral, que já se estabeleceu desde o resultado das últimas eleições. Iniciou-se com a tentativa de golpe, que fracassou, mas manteve o ímpeto golpista baseado em mentiras e distorções absurdas, sempre na expectativa de manter a audiência aturdida na mais pura abstração da realidade. A estratégia é manter a agressividade contra o considerado normal e, sem escrúpulos, deixar crescer a onda de negacionismos os mais diversos possíveis, sempre na direção de difundir a ideia de que o "sistema" quer romper o tal "código moral de bons costumes" — que eles mesmos não seguem, mas defendem.

Voltando à realidade, a campanha eleitoral propriamente dita se inicia após as reuniões partidárias, quando então as agremiações homologam a lista de candidatos aos diversos cargos eletivos previstos. Antes, porém, o processo político para compor as coligações já se espalha no mundo político. Espero que as tais composições acertadas, onde "rola" todo tipo de negociação, possam trazer para o campo progressista a clareza e a força eleitoral que o mandato atual providenciou instalar ao longo dos últimos anos.

O foco inicial foi reconstruir as instituições e reestabelecer os programas de inclusão social, enquanto os ministérios técnicos se alinhavam com as diretrizes políticas estabelecidas e administradas pela ala política (Casa Civil) em busca da volta à normalidade administrativa num ambiente institucional restaurado. Foi trabalhoso, muita coisa ainda há por fazer, mas os avanços são perceptíveis. As pessoas que são o alvo das políticas percebem a melhora, a despeito do lado ideológico em que estejam.

Isso ocorre graças à transversalidade das políticas públicas, que, ao atuarem simultaneamente em esferas como moradia, transporte, saúde, educação, emprego  e segurança, tornam os avanços visíveis na realidade material da população. Gera-se, assim, um impacto direto no cotidiano, garantindo proteção e bem-estar às famílias no enfrentamento de dificuldades. Consequentemente, a população realiza uma avaliação empírica: ao vivenciar os efeitos de programas como o Bolsa Família, SUS (Sistema Único de Saúde) ou o SUAS (Sistema Único de Assistência Social), o cidadão é capaz de avaliar a eficácia do serviço baseando-se na sua experiência direta, e não apenas em alinhamentos políticos abstratos.

Estou satisfeito com o trabalho realizado. Também sei que este período eleitoral que se avizinha vai ser doloroso e chato — não suporto mais as "futricas" políticas que inundam o noticiário e as redes sociais. Precisa ter bastante paciência para tolerar a desfaçatez do pessoal da ultradireita ao pautar os absurdos, as mentiras e os negacionismos característicos.

Tudo bem que vai ter a Copa do Mundo para aliviar um pouco!!!



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