Este espaço tem o objetivo de registrar "passagens da vida" que marcam as mais diversas relações humanas que cultuamos.
Palavras, frases, gestos, idéias, concordâncias, discordâncias, e outras coisas mais.
Sem necessidade de encontrar a multidão ou de cultuar a solidão!
A expectativa é encontrar "personagens" na memória, e assim poder garimpar as "histórias" que a vida nos fez construir.
Na condição de um simples observador à distancia seria leviano afirmar que a facada não existiu e também leviano seria conformar-se com a informação, a partir da percepção de um leigo que observa uma ação que aconteceu em meio a uma multidão, onde as evidencias presumíveis comuns, como a ocorrência de sangue por exemplo, não ocorreram.
Analisando o fato em si, também seria presumível que num ambiente daquela magnitude um cordão de segurança estivesse garantindo o isolamento físico do candidato atingido. Falhas existem mas profissionais de tão alto gabarito presumidamente teriam que garantir a segurança do candidato e além do mais o uso de coletes à prova de balas( e de perfuração) não fora imposto para uma manifestação tão grandiosa, indicando falta de cautela dos gabaritados profissionais de segurança.
Nota 1: Classifico com gabaritados profissionais de segurança pois posteriormente todos foram promovidos aos mais altos cargos do esquema de segurança, um deles chegou a ser o Diretor da ABIN
Analisando o tratamento dado ao candidato atingido no hospital de Juiz de Fora quando nada foi feito a não ser esperar a transferência para um hospital especifico com um medico oncologista(??) pré determinado.
Analisando a reação dos correligionários que acusaram uma "trama" do PSOL orquestrada pelo Deputado Jean Whylys. Imediatamente desmentida pela própria PF.
Analisando a Investigação, Defesa e Sentença.
Os advogados que assumiram a defesa do "criminoso" não revelaram até hoje quem pagou pelo serviço.
O criminoso, um homem pobre de Minas Gerais, esteve um clube de tiro da elite catarinense nos mesmos dias em que o filho do candidato esteve no local, filho este que nunca participava de comícios pelo Brasil mas que no dia estava em Juiz de Fora.
A defesa usou a estratégia de tornar o réu inimputável por deficiência psiquiátrica
A sentença estabeleceu não um hospital psiquiátrico mas uma penitenciaria de segurança máxima e o réu foi internado em uma cela solitária portanto incomunicável.
A irmã mais velha do réu luta a cinco anos para assumir a tutoria do réu e transferi-lo para um tratamento psiquiátrico e não consegue .
Finalizando, não sou dado a fazer prosperar teorias da conspiração, sejam quais forem. Normalmente analiso as informações veiculadas na imprensa e quando me sinto confortável, aceito a informação oficial.
Neste caso especifico com todas estas informações disponíveis na imprensa e mais tantas outras veiculadas na internet não estou confortável para aceitar o que oficialmente está definido. Para mim o criminoso estava no local (não entendo porque tão próximo) e atingiu o candidato. Até aqui tudo bem. a partir daí acredito que muitas aguas vão rolar por debaixo da ponte. Tudo pode acontecer inclusive nada.
Algumas vezes termino indo de encontro a comoção geral que
as decisões do Congresso causam, na atual legislatura. A atual legislatura com forte viés de ultra Direita, conseguiu demonstrar, de forma clara, para o eleitorado, para o Povo, em quem não votar.
Indignado com as pautas e os métodos
legislativos aplicados no encaminhamento desta PEC da Blindagem, que prevê
autorização da Câmara ou do Senado para o STF processar deputado ou senador
(PEC da Bandidagem), e também com decisões anteriores e com outras que
provavelmente virão. Apesar da indignação, pondero e percebo o tamanho da
insensatez em que estamos vivendo. Assim, vejamos.
A bancada de ultra direita desta legislatura foi construída
no esforço bilionário da campanha pré golpe, quando a "maquina" do
governo usou e abusou de todas as manipulações orçamentárias, possíveis e até
impossíveis. Não tiveram competência para efetivar o golpe, mas conseguiram os
resultados esperados na formação das bancadas de direita, que dariam
sustentação à ditadura que viria. O nível intelectual é provavelmente o mais
baixo de toda a história do nosso parlamento.
A grande maioria provavelmente não se reelegerá, por isso o esforço empreendido
em manter a obscuridade das emendas secretas. Como falta escrúpulos e senso
ético neste grupo, atiram para todos os lados para tentar garantir alguma
continuidade. Falta-lhes categoria estratégica. A maior parte dos
"tiros" têm sido em direção aos "próprios pés". Esta PEC da bandidagem, conseguiu da mesma forma que o PL do IOF acender na
população de forma geral o conceito "Congresso Inimigo do POVO". No
final, o STF vai barrar o que for inconstitucional. Mas isto tem um custo. A
coisa efetivamente ruim, além da crise provocada, é que algumas pautas de
interesse do Povo terminam por serem postergadas. Poém quanto mais tempo demorar
esta crise institucional envolvendo Congresso e STF, mais forte, esta
"bandeira" da rejeição ao Congresso vai "tremular" em um ano pré eleitoral.
Toda esta comoção, portanto, é natural e é importante que se instale. O Povo
percebe que estes deputados, estão mais preocupados em se blindarem contra a
fiscalização, colocando-se assim, acima da lei. Eles sabem exatamente do que
estão se protegendo, mas o Povo está observando e vai reagir.
Lições aprendidas com o julgamento histórico realizado pelo STF e finalizado em uma data com simbolismo fatídico -11 de setembro:
A classificação "histórico" prevalece como resultado da inauguração de uma postura de reafirmação da escolha Democrática, pondo fim a uma longa sequência de rupturas e tentativas de ruptura ao longo dos 130 anos da República Brasileira, sem punição aos articuladores destes movimentos.
Baseado em uma investigação detalhada e ampla, que embasou uma denúncia bem estruturada sobre provas fartas e incontestáveis, dificultou o trabalho dos defensores que ficaram com poucas condições de argumentarem ou contestarem o delito relatado, nos cinco crimes denunciados contra um líder mais sete cumplices da trama golpista.
Ao longo das sustentações dos advogados de defesa, nenhuma das contestações à denúncia resistiu às provas irrefutáveis apresentadas. Não apresentaram nada que pudesse abalar as provas incontestáveis da acusação. Em ao menos uma das oito sustentações, a estratégia foi afirmar que o cliente agiu para demover o líder da trama golpista. Isto confirmou a acusação contida na denúncia e introduz um pedido de clemencia. A investigação bem elaborada e bem executada cercou todas as possibilidades de contestação das narrativas de defesa.
O dissenso, natural em julgamentos sob a iluminação da Constituição, inaugurou uma figura inusitada, embora legal, jamais vista: a de um juiz de defesa!
O juiz dentro do exercício do seu direito de divergir, tentou avaliar, com um foco pontual, cada etapa da denuncia, abolindo propositalmente um olhar panorâmico que evidencia a culpabilidade inequívoca dos réus na trama golpista denunciada. Ignorando mais uma vez a visão geral, condenou o "ajudante de ordens" e inocentou o seu chefe e principal beneficiário em caso de sucesso da trama.
A perspicácia de um dos seus pares, com a habilidade de discernir sutilezas, detalhes e situações com cuidado, elegância e sagacidade, apresentou no dia posterior, após a definição da condenação dos réus, a metáfora do
"boi fatiado[1]", talvez na firme expectativa de demonstrar ao surpreendente Juiz de defesa, que a sua estratégia foi observada, mas vencida.
A transparência do julgamento evidenciou a rígida metodologia aplicada em um processo penal. Ficou claro para todos, inclusive para nós, leigos, que a Constituição Federal definiu o "devido processo legal[2]" como princípio constitucional fundamental. O Supremo Tribunal Federal demonstrou de forma didática a maneira brasileira de exercitar a Democracia.
A imprensa nacional e internacional reagiu ao julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil com grande atenção, destacando a decisão como um evento histórico. A cobertura foi extensa e variada, com a maioria dos veículos enfatizando a importância da decisão para a democracia brasileira. A imprensa nacional acompanhou o julgamento de perto, com cobertura em tempo real nos principais portais de notícias, jornais e emissoras de TV. A maioria das análises ressaltou a natureza inédita do caso, aprofundando o debate sobre a condenação de um ex-presidente por crimes contra o Estado Democrático de Direito. No geral, a imprensa internacional classificou a decisão do STF como um marco histórico, que fortalece as instituições democráticas no Brasil e envia uma mensagem clara contra tentativas de subversão da ordem constitucional. Veículos como o The New York Times e o The Washington Post deram grande destaque ao julgamento, traçando paralelos entre os eventos de 8 de janeiro no Brasil e a invasão do Capitólio nos EUA, em 6 de janeiro de 2021. Jornais como o espanhol El País e o francês Le Monde cobriram o caso extensivamente. A imprensa latino-americana, como o argentino Clarín, também acompanhou o julgamento de perto, ressaltando a importância do veredito para a estabilidade política da região e a luta contra o golpismo.
Resta-nos agora observar as repercussões internas e externas, as implicações políticas e partidárias, as consequências geopolíticas em função das retaliações de governos autoritários e a postura de governos amigos.
A vida continua....
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[1]Metáfora do "Boi Fatiado" - É aquela espécie de falácia, segundo a qual você divide o boi em bifes e pergunta a cada pedaço, você é um boi? E claro que o pedaço nada diz. e a conclusão falseada é de que nunca existiu boi.
A hermenêutica correta exige que o conjunto probatório seja avaliado de forma íntegra, reforçando a legitimidade do julgamento conduzido pela Corte
[2]O devido processo legal é um princípio constitucional fundamental que assegura que ninguém seja privado da sua liberdade ou bens sem um julgamento justo e imparcial, que siga as leis estabelecidas e garanta o contraditório e a ampla defesa. Ele se manifesta numa dimensão formal (o cumprimento das leis e procedimentos) e numa dimensão material (a justiça e a efetividade do processo).
O sufixo "ismo". quando adicionado a uma palavra ou um nome próprio, cria uma nova palavra que pode nomear uma
ideologia, uma doutrina, um sistema, mesmo uma doença, ou seja, esta nova palavra agrega um conjunto de
características. relacionadas à palavra que recebeu o sufixo. Vários exemplos comuns: Marxismo, Budismo, Capitalismo,
Comunismo, Alcoolismo, etc., cada uma destas palavras citadas traduz um conjunto de características relacionado com a palavra original.
Simplificando a análise, estou satisfeito com a definição de
que este sufixo adiciona o sentido de agregar um conjunto de características
próprias do substantivo ou nome próprio ao qual o sufixo foi adicionado. Assim
Marxismo indica uma coletânea de teorias filosóficas, econômicas e
políticas, formuladas por Karl Marx, Capitalismo indica um conjunto de teorias
econômicas que maximiza o lucro e o acumulo de capital, Alcoolismo é uma doença
caracterizada por uma grupo de sintomas causados pela perda de controle no consumo de álcool e assim por diante.
Sempre que se deparar com um destes "neologismos", relacionados com um nome próprio, tente
encontrar as características que fizeram concentrar a atenção de
seguidores ou adeptos, ao ponto de se distanciarem do modo comum e inaugurarem uma
nova maneira de ser, de pensar, de agir, de sentir ou seja, uma nova maneira de viver.
Mais recentemente, no Brasil, passamos a ouvir com alguma
frequência um novo termo - o bolsonarismo! Um novo termo sugere que o personagem introduziu um novo modelo de atuação pública que agregou adeptos e seguidores. De imediato pus-me a tentar encontrar quais características esse novo termo congrega.
O caminho mais fácil
foi tentar encontrar quais valores estão evidenciados na trajetória pública e divulgada deste personagem que emprestou o seu nome ao neologismo recente e quais expectativas de realização ficaram definidas ao longo
de sua caminhada.
Ao analisar os fatos divulgados pela imprensa relacionados à trajetória do personagem verifica-se ser uma
pessoa de origem simples que ingressou no Exército brasileiro e conseguiu
encetar uma carreira militar, alcançando a patente de tenente. mas esta carreira foi abruptamente interrompida por problemas de
comportamento corporativo, quando foi acusado de planejar explodir bombas em
quarteis para reivindicar melhoras no soldo militar. Foi condenado como um
"mau militar com excesso de ambição" e expulso, depois a pena de
expulsão foi convertida para o encaminhamento para a reserva
remunerada.
Deve ter deixado simpatizantes nos quarteis e adjacências
pois em seguida foi eleito vereador no Rio de Janeiro e logo depois, Deputado Federal e assim permaneceu por quase trinta anos.
Ao longo desta
trajetória ficou marcado pela defesa da ditadura militar e de seus métodos de "persuasão", pela insignificância
parlamentar, pela truculência e pelas denúncias de desvios de dinheiro público
e processos judiciais. Na pratica ocupou-se, paralelamente, em construir um considerável patrimônio
(segundo os críticos, não compatível com seus vencimentos como deputado) e
também neste período inicializou os familiares, com as mesmas práticas na política
eleitoral.
Adeptos ou seguidores, elegem um modelo a seguir baseados numa convergência de pontos de vista, desejos, expectativas e aceitação de métodos e rituais.
Com este perfil tão distante do contexto ético e civilizado
ou ainda, em uma linguagem mais clara, um perfil tão mau caráter,
não consigo entender como um número significativo de pessoas se deixou seduzir.
Acredito que podemos supor que um grupo realmente
reconhece-se nestas praticas. Ressentidos encontram um ambiente propicio para
destilar os seus fracassos.
Porém um grupo grande, provavelmente o maior, se deixou
envolver por falsas interpretações, falsas notícias, falsas expectativas. Como o objetivo é aumentar a audiência, o processo de arregimentação de adeptos, falha nos critérios éticos, age sem escrúpulos e prima por processos de
divulgação de desinformações e disseminação de mentiras convenientes. O método
de adesão utilizado é por convicção induzida pela manipulação da
realidade.
Tenho pena destes últimos.
A manipulação começa com a difusão da ameaça de
implementação do "comunismo" que por sua vez é descrito como o
conjunto de tudo que não presta (Proibição da religião, distorção de costumes tradicionais,
corrupção, imposição da pobreza, etc.) e logicamente complementam acusando os
opositores como responsáveis por este perigo fantasioso. Aqui surge um outro
fator de manipulação - A disseminação do sentimento de antipetismo que
surgiu patrocinado pela mídia e amplamente difundido na época da operação
lava-jato. Operação esta que teve seus processos judiciais anulados por incompetência e suspeição do juiz e que hoje é reconhecida pela destruição da Industria de Construção Industrial brasileira. Agregam ainda um outro fator de manipulação - A luta antissistema muito
difundida com base na campanha difamatória da mesma operação Lava-Jato, que classificava todo político como corrupto. Apresentam-se como "fora do sistema" mesmo considerando a longa história percorrida nos quase trinta anos de politica eleitoral. Também manipulam quando adotam uma pretensa defesa de valores conservadores notadamente no contexto Deus, Pátria e Família, quando os fatos públicos divulgados dão evidencias de completo descompasso com o slogan conservador.
Toda esta manipulação foi possível a partir da demonização
da imprensa tradicional e a maximização da criação das
"bolhas" nas redes sociais, que funcionam como câmaras de eco que
reproduzem todo o processo de desinformação e são transformadas nas únicas fontes
de informação confiáveis.
A manipulação visa a anulação do senso crítico e
maximiza a celebração e entronização de salvadores da pátria.
Chega a ser decepcionante perceber que uma parcela
significativa da população mais desassistida engorda as fileiras desta
verdadeira "seita".
Torna-se preponderante que nos ocupemos a
difundir a verdade evidenciando a realidade fática. Esta tarefa é árdua pois a
primeira fase do processo de recuperação passa pelo reconhecimento da condição
de vítima de manipulação e neste momento de recuperação da saude mental, qualquer um reage quando se descobre fazendo o papel
de bobo. Uns desabafam e publicitam os seus arrependimentos outros se retraem e se encapsulam em seus lutos.
Em relação àqueles que se identificam com o modus operandi, estes não têm recuperação. Retornarão às sombras. Assim aconteceu com as viúvas da ditadura em 1985.
Não tenho a menor dificuldade em entender o meu próprio
posicionamento progressista. Assim sendo,estou absolutamente confortável em
conviver com as expectativas que vislumbro de ajustamento civilizatório e
humanitário. A convivência civilizada pressupõe o conceito do "bem
comum" universal. O ser humano, por definição, precisa dispor de elementos básicos para
existir:
Oxigênio, para respirar;
Moradia, para se proteger;
Alimentação, para sobre-existir;
Ancestralidade, para desenvolver, baseado em
experiências, métodos de sobrevivência;
Comunidade, para consolidar força e conhecimento, vencer desafios naturais e alcançar o progresso individual e coletivo.
O desempenho pessoal em desenvolver métodos diferenciados
que aceleram o progresso gera merecimento quando disponibilizado para
comunidade. Este mérito gera liderança e esta liderança se desdobra em
influencia a qual precisa ser transformada em ação política que beneficie a
toda comunidade.
"Utopia progressista" refere-se a um sonho
ou visão de uma sociedade futura idealmente mais perfeita, que busca superar os
problemas atuais através do progresso constante
em áreas como economia, sociedade e política. Esse conceito une a ideia de uma
sociedade alternativa (utopia) com a crença no progresso contínuo
(progressismo), que frequentemente se manifesta em movimentos que buscam
transformações sociais profundas e a melhoria das condições de vida.
Trazendo estes conceitos para a nossa realidade, a utopia
progressista persegue o estabelecimento de um estado básico de dignidade humana
onde os extremos sejam evitados e o bem comum incentivado.
A miséria, entendida como a falta generalizada de
recursos e oportunidades bem como o acumulo exacerbado de
riquezas são ambos igualmente danosos e portando devem ser evitados.
O sucesso individual não pode ser demonizado do mesmo modo
que a miséria não pode ser normalizada.
A função social do acumulo de riqueza é exigida pelo
pagamento de impostos que garantem a manutenção de uma linha básica de
dignidade para toda a comunidade. Isto significa garantir um nível civilizado
de coexistência digna e humanitária onde todos tenham direito garantido à
moradia, alimentação, saúde, educação, trabalho e segurança.
Em linhas gerais o entendimento acima descrito é a base de
um posicionamento civilizatório que preconiza uma coexistência digna e
humanitária na comunidade. Algumas vezes este posicionamento progressista é
rotulado de socialista, mas na realidade é somente uma percepção socialmente
democrata que impõe que a desigualdade, seja qual for, precisa ser tratada e
trazida para níveis socialmente aceitáveis. Não se trata de assistencialismo populista,
mas de garantia de implantação do bem estar coletivo, através de políticas públicas de inclusão social, até o alcance da plenitude dos direitos fundamentais, na velocidade de implementação regulada pela disponibilidade de recursos.
Confesso que não consigo entender e daí, aceitar o
posicionamento dos que se auto intitulam Conservadores, numa sociedade tão desigual como a brasileira. Considerando que por definição o posicionamento politico dito "Conservador" significa:
"Politicamente, apregoam valorizar e defender a
manutenção de valores sociais e tradições estabelecidas, como a família, a
religião e os costumes, opondo-se a mudanças sociais rápidas ou rupturas
drásticas. Tendem a advogar por uma mudança social gradual e cautelosa, que
preserve a estabilidade das instituições e da ordem social."
A titulo de salvaguardar o possível debate que se propõe, reconheço que ambos os campos apresentam nuances que apresentam variações do mais filosófico ao mais fanático. Prefiro manter uma visão mais generalista e homogênea afastando veementemente os descalabros do fanatismo característicos, presentes em ambas as linhas de pensamento.
Considerando que o principal mote da Utopia Progressista
seja o estabelecimento de um modo civilizado de bem estar coletivo,
não vejo qualquer antagonismo com “valorizar e defender a manutenção de valores
sociais e tradições estabelecidas, como a família, a religião e os costumes”,
entretanto fica evidente que o método de aplicação de ajustes necessários,
"opondo-se a mudanças sociais rápidas ou rupturas drásticas"
caracteriza a insensibilidade na efetivação das correções devidas.
"Tendem a advogar por uma mudança social gradual
e cautelosa, que preserve a estabilidade das instituições e da ordem social."
Quem tem FOME tem
pressa! - A manutenção da desigualdade fomenta a violência!
Quando o diagnostico está definido urge que o remédio seja
aplicado, ajustado à capacidade de tratamento. Normalizar o mal estar é
sentenciar o colapso. Como diria Hannah Arendt seria "Banalizar o mal"
Romantizar a favela, adjetivar como empreendorismo o regime
de semiescravidão dos entregadores de aplicativos é parte do processo de
normalização da insensibilidade social.
No Brasil, ser conservador significa, essencialmente, ter
uma inclinação para a preservação da conjuntura e dos valores estabelecidos, cujos resultados práticos, são a perpetuação desta conjuntura indigna e precária. Ao opor-se a mudanças mais profundas e defender uma evolução social lenta e controlada, acaba por normalizar e tolerar passivamente realidades como as favelas, a fome, a violência, e tantas outras mazelas, ainda que essa não seja a intenção declarada. Essa postura, na prática, aproxima-se de um reacionarismo moralista e autoritário que, ao idealizar o passado, impede os avanços civilizatórios urgentes.
Parabenizar um aniversariante é fazer-se "PRESENTE" na reflexão, característica da ocasião, que avalia, planeja e seleciona o que/ou quem realmente importa estar na "Bagagem"!!! João Lacerda
A afirmação "Parabenizar um aniversariante é fazer-se 'PRESENTE' na reflexão, característica da ocasião, que avalia, planeja e seleciona o que/ou quem realmente importa estar na "Bagagem" pode ser vista sob diferentes perspectivas, dependendo da interpretação.
Análise positiva:
Profundidade e reflexão: A frase sugere que um parabéns vai além de uma simples formalidade. É um ato de presença genuína, onde a pessoa que parabeniza se conecta com a reflexão que o aniversariante faz sobre o ano que passou e o que está por vir.
Apoio e validação: Ao parabenizar, você demonstra que está junto à pessoa nesse momento de balanço. É como dizer: "Eu valorizo a sua vida, a sua jornada e os seus planos". Essa presença "na reflexão" pode ser um apoio importante para quem está fazendo esse balanço.
Foco no essencial: A frase ressalta a importância de estar na "Bagagem" ou ainda "levar adiante" o que realmente importa. A partir dessa perspectiva, o ato de parabenizar se torna um lembrete sutil e um incentivo para que o aniversariante se concentre no que é mais significativo em sua vida.
Em resumo, a afirmação é uma interpretação filosófica e idealizada do ato de parabenizar. Ela busca um significado mais profundo para o gesto, conectando-o a um momento de auto avaliação e planejamento de vida. Embora nem todos compartilhem dessa visão ou a apliquem em suas vidas, ela oferece uma perspectiva interessante sobre como a simples ação de dar parabéns pode ser vista como um ato de apoio, carinho e reflexão mútua.
Numa analise leiga, portanto, sem dispor do rigor acadêmico de um historiador/sociólogo/antropólogo, pus-me a colocar em uma linha histórica alguns fatos, que considero, caracterizam a formação cultural/econômica/política do Brasil.
Em 525 anos, desde a chegada das caravelas de Cabral, o
poder decisório sobre o território/pessoas, sempre esteve sob o comando de uma
"elite" empoderada.
Inicialmente a coroa Portuguesa apossou-se das terras,
ignorando as populações presentes, implantando um regime que hoje se
assemelharia a administração de uma "grande fazenda" d'além-mar. O
objetivo primário era o extrativismo e o método o escravismo. Diziam trazer a “civilização”,
mas na realidade trouxeram doenças e o propósito de dominação. Usavam a
"igreja" para aplacar a "rebeldia" dos efetivos donos da
terra. O resultado foi a dizimação dos povos originários. Salvaram-se
apenas os que se embrenharam nas matas. A opção então foi a importação de mão
de obra escrava para garantir os resultados econômicos/financeiros da
"grande fazenda".
Ciclos Exploratórios -
Durante os três séculos iniciais a toada foi esta. Os
apadrinhados da corte se instalaram e desenvolveram as diversas formas de
aprimorarem as táticas de exploração das benesses da terra. Assim, vieram os
diversos ciclos de exploração - Pau Brasil, Cana de Açúcar, Ouro, Café......
Paralelamente todo um contexto de estruturação social foi elaborado para
suportar a sanha extrativista escravocrata.
Transferência da Corte Portuguesa -
Em função de aspectos geopolíticos da época (1808-1821) a
corte Portuguesa mudou-se para o Brasil e então a "grande fazenda"
foi promovida a "reino unido de Portugal".
Uma forte estruturação administrativa foi instalada dando à
cidade do Rio de Janeiro ares de uma "capital do reino". O contexto
social também passa por uma reestruturação, entretanto no contexto empresarial,
os métodos de produção de recursos continuaram os mesmos. A mudança mais
marcante aconteceu no relevo social quando então os donos de fazenda ou donos
de minas, passaram a frequentar a "corte", transformando-se em
"aristocratas".
A bem da verdade, algumas estruturas importantes foram
criadas, Iluminação pública, Abertura dos Portos, Banco do Brasil, Jardim
Botânico, Imprensa Régia, Escola de Anatomia, Escola de Medicina na Bahia,
Escola de Direito em Olinda e São Paulo (estes cursos de direito só aconteceram
depois da Independência) entretanto a estrutura econômica ainda se manteve
essencialmente agrícola e mineradora mantendo a forte experiência extrativista
e baseada no escravismo.
Independência-
A permanência da corte no Brasil foi breve, apenas 13 anos
terminando em 1821. No ano seguinte ao retorno da corte à Lisboa a insatisfação
da oligarquia brasileira com intenção da corte de retornar o Brasil à condição de colônia mais o antigo incomodo com os impostos cobrados pela família real gerou
o movimento que culminou com a independência do Brasil, quando o filho do rei, Pedro, então príncipe regente assume a condição de Imperador do Brasil. Entretanto nenhuma mudança no
controle do poder decisório. Os grandes fazendeiros continuaram a mandar nos
destinos do atual Império. usando uma expressão portuguesa para resumir o fato
podemos citar: "tudo como dantes no quartel de Abrantes"
Fim da Escravidão e o Golpe Militar da Proclamação da Republica -
Em maio de 1888 com a abolição da escravatura, resultado de
um movimento abolicionista que se evidenciou desde 1870 e sob forte pressão
estrangeira, o Império Brasileiro impõe um golpe mortal à oligarquia brasileira
que passa a ter que pagar pela não de obra. notadamente no setor agrícola. Como
retaliação os escravos foram jogados ao léu e colonos europeus e asiáticos
foram incentivados a chegar ao Brasil. Pouco mais de um ano depois a monarquia
brasileira sofre um golpe de estado militar e foi banida com a proclamação da
República. Veja o panorama geral da Republica recém proclamada:
Agricultura - A agricultura no Brasil pós-abolição da escravidão passou
por grandes transformações, mas também enfrentou desafios significativos na
integração dos ex-escravizados na nova ordem social e econômica. A abolição não
veio acompanhada de políticas eficazes para garantir a inclusão dos libertos no
mercado de trabalho e na sociedade, resultando em marginalização e
desigualdade.
Industria -O processo de industrialização começou no século XIX (Visconde de Mauá) com as primeiras manufaturas ( Estaleiros, Fundição de Ferro), mas foi a partir da década de 1930 que ganhou força, impulsionado pela crise dos EEUU de 1929 e pela política de substituição de importações. Somente nos anos Getúlio Vargas (Estado Novo 1937-1945) e depois
Juscelino Kubitschek (1956-1960) e mais tarde Geisel (1974-1979) é que
experimentamos alguma forma de industrialização, mas marcante.
Educação - Apesar de iniciativas isoladas, ainda que limitadas, de
educação durante o período colonial e imperial, nunca houve uma
preocupação de formação acadêmica da população em geral, o ensino superior na
corte era uma prerrogativa dos bem nascidos ou "fidalgos".
Somente após 30 anos da Proclamação da República, na década de 1920 é que foi
criada a primeira Universidade Federal no Brasil. A educação básica existia desde o
período colonial/imperial, mas era fortemente dominada por uma visão da igreja
notadamente catequética.
Politica - A Republica Brasileira desde a proclamação foi marcada pela efervescência
política que culminou em pelo menos 9 golpes de estado e/ou tentativas de
golpe. A começar pela própria proclamação e culminando com a última tentativa
em 8 de janeiro de 2023. A sensação que fica é que os interesses de cada grupo
econômico suplantam o interesse de forjar uma republica forte. Desde 1891,
foram promulgadas seis constituições federais das quais somente quatro foram
elaboradas por assembleias constituintes e duas foram outorgadas por ditadores
(1937 e 1967). A Constituição Federal de 1988 já é a mais longeva só perde para
a Constituição de Pedro I que durou de 1824 a 1890.
A difícil tarefa de formação de uma Identidade Nacional
Este breve resumo histórico demonstra que nunca houve a
preocupação da formação de um sentimento de NAÇÃO. salvo o período pré
Independência quando a oligarquia brasileira se insurgiu contra a cobrança de
impostos.
Três etnias, três propósitos - A pretensa identidade nacional brasileira seria consequência
da confluência de diversas etnias e culturas — indígenas, africanas e europeias
— o que resultou em uma grande diversidade cultural e social. Vale ressaltar
que os propósitos de cada grupo aqui reunidos eram essencialmente diferentes e
contraditórios. Os povos originários sentiam-se invadidos, os africanos,
tratados como animais, vieram forçados, os europeus agiam como saqueadores. Um
processo histórico complexo, marcado por períodos de colonização, escravidão e
desigualdades sociais impostas pela elite branca, e com o agravante do
regionalismo causado pela diversidade geográfica do Brasil. Tudo isso afastou a
possibilidade do surgimento de uma Nação. Não se desenvolveu um senso de
pertencimento.
A falta do sentimento que congregue - Não se percebe a vibração de um sentimento nacionalista. Em
raros momentos experimenta-se um fervor nacionalista, uma fugaz sensação de
pertencimento, como por exemplo quando da atuação da Seleção Brasileira de
Futebol, até pouco tempo atrás, um raro momento de orgulho nacional. A camiseta
da seleção era considerada um manto sagrado. Hoje nem mais isto consegue vibrar
a população.
O Complexo de "Vira-latas" - O pior de tudo é que a "elite dominante" não
conseguiu coexistir com a democracia e tem buscado incansavelmente nestes mais de 130 anos de Republica a
substituição da "corte portuguesa" pelo império hegemônico do
momento- Já se sujeitou à Coroa Britânica e hoje lambe botas dos EEUU.
Desigualdade Social - Resultado da Ganancia-
Chegamos ao final do quinto século com todos os índices
Socioeconômicos caracterizando um sistema oligárquico com concentração de
renda, marginalização de pretos, pobres e periféricos e uma classe média que se
locupleta com os privilégios e ajuda a manter os marginalizados segregados na
miséria. Ostentando baixos índices de educação (apenas 6,8% da população com
formação superior), alta taxa de mortalidade infantil, 10,4% da
população brasileira vivia em condições de subnutrição e tantos outros índices
que evidenciavam os contrastes de uma desigualdade construída: Uma
"BelIndia" - termo popularizado pelo economista brasileiro Edmar
Lisboa Bacha para descrever uma realidade social brasileira marcada por grandes
desigualdades, onde um país rico como a Bélgica coexiste com um país pobre como
a Índia(da época)
Mudando a Escrita - Mandatos Populares-
Eis que no início do sexto século, pela primeira vez em 500
anos, um presidente de origem popular é eleito e assim desbanca a chamada
"elite dominante". Uma verdadeira revolução se inicia e o povo a
mantém por quatro mandatos sucessivos demonstrando um processo de
desenvolvimento de um senso de nacionalismo, ainda que incipiente. Antes que
este relato possa ser interpretado como uma manifestação panfletária com viés
ideológico passional, em uma análise fria, esta mudança para um mandato
popular, afigura-se claramente como um ponto de inflexão no comando do país e a
proliferação de políticas públicas de inclusão social e fortalecimento das
instituições democráticas asseguram que é indiscutível a mudança de rota e o
fortalecimento da sensação de nacionalidade.
Reação da Oligarquia-
Porém a oligarquia brasileira não se dá por vencida e em
2016 aplicam o golpe parlamentar com o impedimento da Presidenta Dilma e em
2018 com um processo de guerra jurídica (lawfare) condenam, sem provas, o
presidente Lula à prisão, retirando-o da eleição quando liderava todas as
pesquisas de intenção de voto. De 2016 a 2022, uma série de políticas públicas,
sociais e trabalhistas, vitoriosas foram eliminadas ou desvirtuadas debilitando
boa parte das conquistas alcançadas nos mandatos populares, O Brasil voltou
para o mapa da fome, o gerenciamento da exploração de petróleo do Pré-Sal foi
completamente desvirtuado. A Petrobrás foi esquartejada e parte privatizada, a
indústria de Engenharia de construção foi aniquilada, o desemprego alcançou os
patamares mais altos da história. Terra arrasada!!!
A retomada do mandato popular-
Os processos contra o Lula foram cancelados por
incompetência e suspeição do juiz e ele voltou a concorrer e vencer para um
terceiro mandato, agora num quadro de ampla divisão da população proporcionada
pelo império das notícias falsas veiculadas nas redes sociais sob o patrocínio
de uma elite econômica, que boicota o crescimento do Brasil como nação.
Os principais programas do governo Lula, tanto em seus
mandatos anteriores quanto no atual, abrangem áreas como combate à pobreza,
educação, saúde e desenvolvimento econômico. No primeiro mandato, destacaram-se
o Fome
Zero, que buscava erradicar a fome no país, e o Bolsa
Família, um programa de transferência de renda com condicionalidades. Além
disso, houve iniciativas como o Pronatec (Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e o Mais
Médicos, que visam ampliar o acesso à educação profissional e à saúde,
respectivamente.
No governo atual, o Bolsa Família foi reformulado e ampliado, buscando maior
impacto na redução da pobreza e desigualdade. A isenção do Imposto de Renda
para quem recebe até 2 salários mínimos e a reforma tributária são outras
medidas já aprovadas. O governo também tem como prioridades o desmatamento zero
na Amazônia e a busca por emissão zero de gases do efeito estufa, demonstrando
um compromisso com a sustentabilidade. A isenção de imposto de renda está sob análise
do Congresso, A ONU informou que o Brasil saiu do Mapa da Fome pela segunda
vez. O Brasil retorna ao cenário internacional com a presidência temporária do
G20 e do BRICS e como anfitrião da COP30 em Belém do Pará e vivendo no momento
sob uma chantagem do governo dos EEUU que taxou em 50 % parte das exportações
brasileiras.
Além desses, outros programas e ações incluem:
Combate à Pobreza: Além do Bolsa Família, do BPC - Benefício de Prestação
Continuada, o governo tem investido em outras iniciativas para reduzir a
pobreza e a desigualdade social.
Inclusão Social: Reestruturação do Cadastro Único que estabelece
critérios e condicionalidades para atender os programas Minha casa-Minha Vida, Bolsa Família, Farmácia Popular e outros
Geração de Emprego e Renda: Crescimento
real do SM, Correção IR - O governo busca estimular a criação de empregos e a geração
de renda para a população, com foco em setores estratégicos da economia.
Saúde: Revitalização do SUS, Samu, Mais
Médicos, Policlínicas e outros - A ampliação do acesso à saúde e a melhoria da qualidade dos
serviços são prioridades, com foco na atenção básica e na prevenção de doenças.
Educação: Merenda Escolar, Atualiza Bolsas
de Estudo, Pé de Meia, Institutos Federais, Escolas Integrais, Creches - A educação continua sendo uma área prioritária, com foco na
expansão do acesso à educação em todos os níveis e na melhoria da qualidade do
ensino.
Infraestrutura: O PAC III -O governo tem investido em obras de infraestrutura, como
rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, para impulsionar o desenvolvimento
econômico e social do país.
Incentivo à Industria: Plano governamental de implantação da nova política industrial criada com o objetivo de contenção da desindustrialização brasileira
Incentivo à Agricultura:O Governo tem investido maciçamente nos Planos Safra e Planos Safra de Agricultura Familiar alcançando recordes de produção de grãos e exportações de soja. Reestrutura o CONAB
Desenvolvimento Regional:O governo busca reduzir as desigualdades regionais, com
investimentos em projetos e ações que visem o desenvolvimento econômico e
social das diferentes regiões do país.
Retorno ao Cenário Internacional: G20, BRICS, COP30,
MERCOSUL - O governo reassume a condição de importância internacional
abandonando a condição de pária que o governo anterior deixou. O Brasil voltou
a pautar os temas como: Mudança da Governança Mundial, Combate à Fome, Defesa
da Multipolaridade e livre Comercio, Transição Energética e Proteção do Meio Ambiente.
Esses são apenas alguns exemplos dos principais programas do
mandato popular, que visam promover o desenvolvimento econômico, social e
ambiental do Brasil.
"A cadela do fascismo está sempre no cio" (Bertoldt Brecht)-
Aqui me permito um posicionamento ideológico em favor do
mandato popular, Apesar do sucesso evidente das políticas econômicas que geram
os melhores índices macroeconômicos (crescimento do PIB, Superávit da Balança
Comercial, Crescimento da Massa Salarial, Taxa de desemprego, Inflação em
queda, Taxação do Dolar sob controle, etc.) mesmo com a taxa de juros SELIC em
alta e também o sucesso das políticas de inclusão social que geram efeitos
reais na qualidade de vida da população, existe uma estratégia de desinformação
aplicada pela imprensa, onde pesquisas de opinião encomendadas, editoriais que
disseminam a sensação de descontrole dos gastos públicos, além do foco
excessivo no noticiário sobre o processo judicial em julgamento no STF, sufocam
a opinião pública e não deixa espaço para noticiar os sucessos consistentes do
atual governo. A sensação é que não se quer que a verdade dos fatos apareça. A
velha Oligarquia manipuladora em ação. Para o Antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, as elites brasileiras demonstram um traço antinacionalista ao se alinhar a interesses externos mesmo contra a estabilidade interna. É inacreditável ver setores comemorando sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Isso ultrapassa a nossa mais fértil e pessimista imaginação. Essas elites recusam Lula porque recusam o próprio país”,
Farão de tudo para desestabilizar o
governo e tentar interferir, ainda que pela desinformação e notícias falsas, no
resultado das urnas em 2026. Não conseguirão!! A população está "vacinada".
Utopia - qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade.
Dignidade Humana - é um valor da pessoa humana e deve ter por princípio garantir uma existência humana adequada, virtuosa, honrada em termos materiais e espirituais,
O "Estado" é uma construção da Sociedade Civilizada! É uma consequência da necessidade do POVO em gerir a utilização dos recursosescassos frente à demandainadiável por sobrevivência livre, digna e pacifica.
Assemelha-se, numa analise simplista, a uma "comissão" de pessoas da "comunidade" que administra sob a égide de um conjunto de "regras e normas" pré-estabelecidas, combinadas e aceita por todos. Assim como um Sindico que administra um condomínio sob as regras de uma Convenção de condôminos, ou ainda poderia fazer um paralelo com a diretoria de uma cooperativa (escolhida pelos cooperados) que administra o desenvolvimento dos serviços cooperados sob as regras de um estatuto social pré-definido.
O "Governo" é uma escolha do POVO com a obrigação de cuidar da estrutura do "Estado" para que sejam utilizados os recursos disponíveis nas necessidades prioritárias para uma sobrevivência digna das pessoas que compõem a Sociedade Civilizada. O chamado pacto civilizatório está escrito em base estrutural na Constituição Federal e regulamentada através das leis ordinárias votadas no Congresso Nacional. Os diversos códigos (Civil, Penal, Militar, etc.), Planos de ação, regulamentos. estatutos e outros instrumentos legais organizam e estabelecem as praticas civilizadas de convivência digna e pacifica.
Fora disso não é vida civilizada. Aqui cabem os "bem sucedidos" e os "comuns" mas não cabem os "marginalizados" - Os esquecidos.
Vida civilizada significa DIGNIDADE.
Escola, Serviços de Saúde, Moradia, Emprego e Segurança, são "células de atenção" que uma sociedade civilizada mantém e nutre de forma orgânica.
Mendigos, Favelas, Prisões Superlotadas e bilionários são marcas da insensibilidade de uma sociedade corrompida. O acumulo exacerbado de riquezas materiais traduz de forma nojenta a falta de uma linha mínima de dignidade humana. O sucesso financeiro não é o mal em si ao contrario é muito bem vindo mas a extrapolação do acumulo não pode e não deve coexistir com a indignidade da fome e da miséria.
Ouça o áudio no estilo "podcast" somente após a leitura do texto abaixo.
O PIX, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro criado pelo Banco Central, vem conquistando espaço global e já é considerado exemplo de inovação financeira. Atualmente, o Pix é amplamente utilizado tanto por pessoas físicas quanto por empresas, com mais de 165,8 milhões de usuários cadastrados até junho de 2024, de acordo com o Banco Central. Desde a sua criação em novembro de 2020, o Pix já movimentou mais de R$ 60 trilhões. Em 2024, o volume transferido pelo Pix foi R$ 26,46 trilhões quando alcançou um novo recorde, cinco vezes maior do que no primeiro ano de operação, em 2021. (9)
Descubra abaixo como essa tecnologia pode transformar o cenário internacional desafiando o domínio do dólar americano nas transações globais.
Click em cada uma das linhas abaixo para alcançar a explanação.
1. Alternativa aos Sistemas Dominados pelo Dólar
O PIX oferece uma nova via para transações globais, buscando reduzir a dependência de sistemas tradicionais atrelados ao dólar.
Pagamentos em tempo real
Funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem custos para pessoas físicas e com baixo custo para empresas — características que o diferenciam dos sistemas tradicionais regulados ou intermediados por empresas americanas.
Redução da dependência
Diminui a necessidade de intermediários internacionais tradicionais como Visa, Mastercard e SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), que são fortemente atrelados ao dólar. (1, 2, 3)
Autonomia financeira
Países emergentes buscam, cada vez mais, infraestrutura soberana e menos dependente das grandes redes de pagamento internacionais e do dólar como moeda de liquidação. Isso gera desconforto para os EUA, pois reduz sua capacidade de monitorar, sancionar e intermediar parte relevante dos fluxos comerciais globais. (2, 4, 5)
2. Modelo Replicável e Influência Internacional
O sucesso do PIX no Brasil serve de inspiração e modelo para outras nações e blocos econômicos.
Inspiração global
O sucesso do PIX fez do Brasil uma "vitrine" de sistema eficiente e público, atraindo a atenção de diversos países - tanto para replicar a tecnologia quanto para buscar interoperabilidade entre sistemas nacionais. (6, 2)
Transações diretas
Permite transferências entre nações sem conversão obrigatória para dólar, facilitando acordos bilaterais.
Foco dos BRICS
Blocos econômicos buscam alternativas ao sistema financeiro centralizado nos EUA. (7, 2, 1)
3. Facilitação de Acordos Bilaterais e Multilaterais
A tecnologia do PIX e sistemas similares podem simplificar o comércio e as relações financeiras entre países.
Liquidação direta
Com a adoção potencial de sistemas instantâneos interoperáveis (como se discute para o PIX e o Drex, moeda digital do Banco Central do Brasil), transações entre países poderão ser liquidadas diretamente em moedas locais ou digitais, sem a obrigatoriedade de "passar pelo dólar" — eliminando custos e dependência da moeda americana. (7, 3, 2)
Redução de custos
Elimina taxas de conversão e intermediários.
Novos acordos comerciais
Facilita o surgimento de tratados econômicos alternativos ao eixo dólar.
4. Redução do Poder de Sanções dos EUA
Sistemas de pagamento instantâneos podem oferecer uma via para países evitarem sanções financeiras.
Menos dependência do SWIFT
Sistemas instantâneos como PIX e o CIPS chinês (Cross-Border Interbank Payment System - sistema de pagamentos transfronteiriços em yuan chinês ou RMB) dificultam bloqueios financeiros centralizados pelos EUA. (4, 5)
Descentralização
Mais países podem escapar de sanções unilaterais, promovendo relações internacionais mais autônomas. (7, 1)
5. Inclusão Financeira e Fortalecimento de Emergentes
O PIX demonstra como a inovação financeira pode impulsionar a inclusão e o desenvolvimento econômico.
Democratização do acesso bancário
Milhões foram bancarizados no Brasil graças ao PIX, incentivando o uso de moedas locais. (6, 2)
Fortalecimento econômico
Economias locais são beneficiadas pela circulação doméstica e internacional de suas próprias moedas.
Considerações Finais
O PIX, por si só, ainda não representa uma ruptura total da hegemonia do dólar, mas é considerado um passo importante para países que buscam maior autonomia financeira e tecnológica. O seu verdadeiro impacto global poderá ser amplificado pelo avanço de moedas digitais de bancos centrais (como o Drex) e acordos multilaterais entre blocos como o BRICS, que buscam negociar fora do eixo dólar, desafiando o sistema financeiro dominado pelos EUA. (8, 7, 2)
Portanto, a tecnologia do PIX serve de inspiração e ferramenta concreta nesse processo de descentralização do poder do dólar, podendo facilitar um novo paradigma nos pagamentos internacionais.
Nota de esclarecimento. Créditos!
Texto elaborado com a ajuda de Inteligência Artificial na pesquisa de fontes e consulta analítica no foco da discussão. O Áudio foi gerado por Gemini IA;
Uma boa análise, que seja fundamentada, inicia-se por
definir preliminarmente os conceitos e valores básicos que serão usados no
exame. Considerando o tema em análise - Realidade Paralela-Uma análise
brasileira, precisamos conhecer com clareza os fundamentos estabelecidos
principalmente em um contexto tão amplo.
Somos no Brasil, uma NAÇÃO administrada por
um ESTADO organizado sob os princípios de uma CONSTITUIÇÃO
FEDERAL, Esta Constituição, a lei maior do Estado, ao ser elaborada
percebeu a necessidade de mudanças sociais significativas na realidade
ditatorial que vivíamos e projetou uma REALIDADE DEMOCRÁTICA onde
os FATOS passariam a ser interpretados sob o ponto de vista
dos direitos fundamentais com forte tendência de inclusão social. Por isso
recebeu a alcunha de Constituição Cidadã.
Afinal o que significa "Somos uma NAÇÃO?"
Qual a definição de ESTADO? Mais, o que é
uma CONSTITUIÇÃO?
Nação - Definida como um grupo de
pessoas que compartilham uma identidade comum, baseada em fatores como língua, cultura, história, tradições,
criando um senso de pertencimento e um destino coletivo.
Estado - Definido como uma entidade
política soberana, organizada juridicamente, que exerce poder
sobre uma população e sobre um território definido,
através de um governo e suas instituições.
Constituição - Lei fundamental
que estabelece a estrutura do Estado, os princípios básicos da democracia, os
direitos e deveres fundamentais dos cidadãos, e as regras para a organização e
funcionamento harmônico dos poderes públicos. A Constituição é o
documento quegarante a soberania do povo, a separação
dos poderes, os direitos humanos e as liberdades
fundamentais, bem como a organização do Estado. A
Constituição deve ser o resultado de um processo democrático, envolvendo a
participação popular através de uma Assembleia Nacional Constituinte eleita
democraticamente com este fim especifico.
Agora partimos para definições não materiais, não
palpáveis....
REALIDADE é um conceito fundamental para a
construção do conhecimento e para a compreensão do mundo ao nosso
redor. Refere-se ao conjunto de tudo o que existe, seja tangível ou não, A
realidade refere-se ao mundo como ele é, independentemente de nossa percepção
ou interpretação.
FATOS são elementos concretos e verificáveis
dentro da realidade, representando situações, eventos ou estados de coisas que
são verdadeiros e independentes de opinião ou crença.
A realidade é o contexto onde os
fatos existem ou acontecem.
Ao iniciar a análise propriamente dita vale definir, alguns
procedimentos aceitos num contexto racional. Assim,
Interpretação dos fatos é um procedimento
subjetivo e moldado por diversos elementos, como cultura, vivências, crenças
religiosas, ideologias, informações e emoções. Cada indivíduo constrói sua
própria narrativa sobre o fato analisado, influenciada por seus referenciais e
valores. A interpretação, portanto, não é uma simples descrição dos fatos, mas
sim uma atribuição de significado, uma história que o indivíduo conta sobre o
evento.
LIBERDADE DE OPINIÃO E EXPRESSÃO é um direito
humano fundamental estabelecido na Constituição Federal e evidenciados por
documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este direito
permite que indivíduos busquem, recebam e difundam informações e ideias. No
entanto, essa liberdade não é absoluta e encontra limites quando
atinge a honra ou a dignidade de outras pessoas ou quando atenta contra a própria democracia. A proteção desse direito é
essencial para o funcionamento de sociedades democráticas e o desenvolvimento
de ideias e pensamentos diversos.
Se um fato qualquer for interpretado e divulgado publicamente como um "fato
criminoso", será denunciado e avaliado sob o ponto de vista dos preceitos
fundamentais suportados pela interpretação constitucional. Um Estado Democrático de Direito, dispõe de órgãos competentes e soberanos para realizar esta denuncia e esta
avaliação e assim, por conseguinte, proteger a sociedade de desvios
danosos, garantindo que as leis sejam aplicadas em consonância com a ordem constitucional, evitando abusos e assegurando a justiça. Assim acusar alguém, de forma pública, de cometer um crime sem antes apresentar os indícios, que comprovem esta interpretação, ao órgão competente é agir de forma leviana e passível de punição caso estes indícios não sustentem a denuncia como criminosa.
Com base nestes conceitos, procedimentos e entendimentos,
podemos agora, nos ater ao foco principal desta análise.
No contexto social, "Realidade Paralela"
pode ser entendida como a coexistência de diferentes interpretações e
percepções da realidade, especialmente em sistemas sociais complexos e
dinâmicos.
São ditas paralelas pois confrontam a interpretação oficial,
constitucional. Estas interpretações paralelas podem divergir
significativamente devido a fatores como ideologias, crenças, acesso à
informação, acesso a desinformação patrocinada, ressentimentos e experiências
individuais.
Sistemas autoritários, tendem a forjar e impor uma única
"realidade" para suprimir o dissenso e manter o controle,
Indivíduos ressentidos podem rejeitar informações que
contradizem suas crenças, criando versões alternativas que lhes
satisfaçam.
As redes digitais desempenham um papel crucial, facilitando
a formação de "realidades paralelas" através da criação de
comunidades que se transformam em câmaras de eco (as "bolhas" como
são conhecidas atualmente).
No Brasil a desigualdade social construída,
institucionalizada e imposta ao longo dos séculos a partir de uma conotação
extrativista da chamada "elite econômica" declaradamente escravista e
que impõe o distanciamento social como escudo protetor de privilégios, gera por
si só ao menos duas realidades claras, distintas e contraditórias:
A realidade percebida pela classe abastada,
A realidade cruel de sobrevivência vivenciada por uma massa de
desassistidos.
A Constituição Federal de 1988 enfrentou esta situação e
estabeleceu Direitos Fundamentais que garantem um mínimo de dignidade humana.
A dificuldade de regulamentar estes direitos definidos faz
com que ao longo destes 37 anos ainda estejamos a conviver com tantos exemplos
de indignidade notadamente nos campos de Alimentação, Educação, Moradia,
Saúde e Segurança.
O inacreditável é que aproveitadores, financiados pela elite
dominante, forjam uma realidade paralela, através de pregações de conceitos
conservadores religiosos, criação de "inimigos imaginários" e
outras aberrações, que induz ao desassistido/ressentido a enveredar por um
caminho que só garantirá a manutenção dos privilégios desta elite dominante e a
manutenção do descaso com a parcela mais necessitada da sociedade.
Como a realidade é cruel e dura qualquer barganha para
alcançar uma suposta benevolência, transforma-se em uma "isca
saborosa" e traiçoeira.
Consciência de Classe é o único "antídoto" para
enfrentar esta "epidemia" de desinformação!
Mas o que é exatamente Consciência de Classe?
É perceber que existem diferentes classes sociais com
interesses conflitantes e desenvolver a capacidade de se identificar com os
membros da própria classe e se organizar para lutar por seus direitos e
objetivos comuns. Algo como perceber que membros da mesma classe compartilham
objetivos e necessidades semelhantes.
Como exercitar esta Consciência de Classe?
Não podemos ignorar as dificuldades de sua construção
em uma sociedade tão fragmentada e polarizada como a brasileira, onde a grande
maioria mantem o seu foco na sobrevivência imediata e outros capitularam à
manipuladores que induziram a meritocracia como solução milagrosa. A tarefa é difícil,
mas urge que inicialmente passemos a desenvolver um pensamento critico.
Necessário se torna evidenciar para todos as razões da existência da desigualdade social que impõe níveis baixos de dignidade para a parcela mais baixa da sociedade. A partir daí as
possíveis soluções aparecem. Não se trata de deflagrar uma "luta de classes", Quando a sociedade como um todo percebe pacificamente a necessidade de atender as carências, a mudança acontece.
Numa Democracia, O VOTO transforma-se em uma arma
eficaz! Uma classe organizada se fortalece consegue eleger representantes que
defendam os direitos da classe e elaborem políticas públicas sociais que
beneficiem a todos. Assim a consciência de classe permitirá à classe organizada agir como hoje a "elite econômica" age para garantir os seus privilégios. A redução da desigualdade não é simplesmente distribuir benefícios a fundo perdido. A redução da desigualdade distribui renda que retroalimenta a economia garantindo crescimento e ganhos para todos.
Considerando ser difícil reverter, sem
imposições autoritárias, posicionamentos pessoais, numa sociedade civilizada
impõe-se a necessidade de trabalhar-se a conscientização de classe para
alcançar uma dignidade mínima, a prevalência do "bem comum", enfim a
realização dos ideais de justiça social e dignidade humana prometidos pela
Constituição Federal de 1988.