quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Entendendo "Ser Útil"

Entendendo "Ser Útil"

Começo por uma ligeira avaliação da adjetivação desta época da vida:

  • Terceira Idade, 
  • Melhor Idade, 
  • Pessoa Idosa, 
  • Sexalescentes.

Cada um dos adjetivos é baseado em perspectivas que não necessariamente se adequam a todos, mas atendem às expectativas do mercado. Uma nova expressão surgiu, ainda não tão difundida comercialmente como as outras:

  • "Idade Prateada" me parece mais geral, mais poética. 

A "prata" provavelmente vem dos cabelos brancos da grande maioria. 

A prata também, como no pódio olímpico, sugere uma posição mais retraída, um passo ao lado, um lugar de honra, sabedoria e observação, e esta posição  é uma condição dominante na população deste estágio da vida.

Somos pessoas que, nos mais diversos graus, assumimos o protagonismo na família, seja como provedor, como educador, como orientador e tantas outras funções características do que se costumava classificar como "o Esteio da Família". E, claro, estou falando tanto de homens como de mulheres que naturalmente assumem este papel de sustentáculo do grupo, cada um agindo conforme suas habilidades e potencialidades.

Ao adentrarmos a faixa "prateada", o normal é que a família já esteja estruturada. Cada membro já tenha se encaminhado a formar novos grupos familiares e nós vamos perdendo gradativamente o protagonismo, deixando de ser o "esteio" para virarmos referência respeitosa de valores e, algumas vezes, refúgio para situações de crise.

E agora?

Agora percebe-se a necessidade de entender a mensagem "Ser Útil". Precisamos desenvolver a funcionalidade de nos fazermos necessários. Se a nossa estrutura familiar já não precisa da nossa participação cotidiana, precisamos procurar nichos onde possamos atuar. Não necessariamente com as mesmas funcionalidades desenvolvidas em família, mas participar, ser necessários, ser requisitados...

O voluntariado encaixa-se como uma luva neste momento. A participação em grupos de igreja, clubes, rodas de amigos na pracinha, academia, clubes de leitura, etc.

Afinal, a mensagem "Ser Útil" sintetiza de forma clara: 

— Você precisa continuar VIVO!!!

Ouça o áudio no estilo PodCast onde o tema é este texto!



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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Ser Útil

Tenho percebido mudanças involuntárias no âmbito mais íntimo da minha vivência, já considerada longeva aos mais de 70 anos. Quando digo "mais íntimo", quero transmitir a sensação de mudanças desde o mais físico/material até o mais etéreo da minha consciência. Isto incomodou-me a ponto de, ao longo dos últimos meses, ter-me sentido enredado e, daí, partido para uma ação que daria uma verdadeira Epopeia particular.

Como mudanças graves ocorreram na rotina maçante de aposentado, de imediato decidi maximizar a prática de exercícios físicos, baseando-me nos conhecidos aspectos benéficos desta atividade. A parte da "caminhada" predispõe e induz a uma outra prática, não física, mas espiritual/emocional, que é o exercício mental de Relaxar, Identificar, Avaliar e Decidir sobre a questão em voga. Acredito que isto ocorre em função da oxigenação consequente do cérebro.

Neste processo de autoterapia, algumas "vitórias" foram sendo construídas:

  • Reestabelecer o foco numa rotina normal;

  • Maximizar práticas relaxantes (Música, Leitura/Escrita, Filmes);

  • Minimizar a audiência dos "feeds de notícias", principalmente as "futricas" do noticiário político;

  • Minimizar a frequência na internet, entre outras.

Mas o quadro ainda não era totalmente satisfatório.

Concentrei-me na minha relação com DEUS! Longos e intermináveis monólogos tentando caracterizar o desconforto, questionando a clareza dos propósitos deste e, principalmente, solicitando evidências de soluções cabíveis.

Como sempre, na mais clara linha de raciocínio possível, recebi a mensagem límpida e acachapante: SER ÚTIL!!! 

Ouça o áudio no estilo PodCast onde o tema é este texto!




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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Consequências de "A paz"

Após a redação e publicação do meu ultimo texto "A Paz" senti a necessidade de escrever um outro texto introspectivo numa espécie de exame de consciência e afirmação de propósitos. Ao escrever sobre as próprias experiências, a tendência natural é encontrar um tema que incorpore fatos e situações que caracterizem a boa intenção de transmitir leveza, sinceridade e paz de espírito. Sem abrir mão desta perspectiva confortável, percebo que alguns fatos incontestáveis, e outros nem tanto, vêm à baila.

Tenho consciência de que me caracterizo como uma pessoa voltada para o bem, uma pessoa que abjura solenemente de algumas "desvirtudes" tão em voga nestes últimos tempos:

  • Nunca me surpreendi com desejos de vingança;

  • Nunca pratiquei um protagonismo egocêntrico, apesar de nunca me permitir um papel coadjuvante na minha própria história;

  • Nunca usei de proselitismo em prol das minhas verdades; sempre aceitei a liberdade que os outros têm de assumir as suas próprias convicções. Limito-me, no máximo, a exibir com naturalidade as consequências que considero positivas do meu comportamento. Ou seja, um bom exemplo é sempre a melhor catequese;

  • Sempre procurei trilhar os caminhos da verdade, partindo do princípio de que esta sempre se impõe.

Por que este preâmbulo? Não sou candidato a qualquer cargo político, nem tampouco me sinto notável o suficiente para ser elegível a divulgar uma autobiografia. Aqui, o propósito é simplesmente caracterizar uma performance que me permita avaliar as consequências dos meus atos na comunidade à qual pertenço.

Avalio que tive a intenção de apoio e ajuda à totalidade das pessoas com quem mantive algum grau de convívio. A julgar pela permanência do convívio, considero ter a avaliação confirmada. Sei da possibilidade de que, em alguns casos, meus atos tenham gerado algum desconforto para algumas pessoas, a despeito da minha expectativa sempre positiva. Isto é muito desconfortável para mim. Mas, se ocorreram, o meu arrependimento em relação a estes fatos está previamente atestado.

Não quero vender a ideia de "santidade": em alguns momentos, normalmente de defesa do meu comprometimento com a verdade, exasperei-me e atuei de forma grave ou até grosseira. Os envolvidos sabem da minha condição de pesar pelo fato ocorrido.

Finalizando, considero a minha jornada até aqui como uma história real de convivência pacífica e fraterna. 

    

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A paz

Refiro-me exclusivamente ao que se chama de paz espiritual, aquela sensação absolutamente íntima, pessoal, que se instala e se assenhora do estado de espírito e, a partir daí, controla todo o comportamento físico e mental. As sensações experimentadas nesta condição aproximam-se do divino e, acredito, neste estágio alcançamos o ponto mais próximo de Deus. Faço uma ligação direta com o terceiro verso da oração do Pai Nosso: "...venha a nós o vosso reino".

O bom é que acontece sem que se tenha perdido a ligação com a realidade. Só que a realidade, neste momento, põe foco nas coisas simples: a verdade, o carinho e o amor ao próximo.

A solitude impõe-se prazerosa e, neste ponto, a introspecção nos leva a uma condição de autoconhecimento. Percebendo-nos como parte da natureza, a visão fica mais clara, portanto, mais simples e, daí, mais completa.

A paz, a calma, a tranquilidade nos colocam numa condição de segurança e equilíbrio que somente nestes momentos conseguimos experimentar. Conhecer os gatilhos que nos fazem alcançar esta plenitude é o melhor desta vivência — escrever sobre o meu momento introspectivo é uma das maneiras.

 


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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Encher o tempo

De uns tempos para cá, tenho me deparado com uma espécie de tédio. Sim, acho mesmo que a sensação é de tédio. Escrever tem sido a válvula de escape que tenho usado para desvanecer, mas até escrever tem me trazido para uma condição onde, ao iniciar, a busca por um tema para discorrer, vez ou outra, é enfadonha. Mas, como estou decidido a vencer este monstro, busco nas minhas preferências um tema que me faça pensar um mundo melhor. Não tem jeito! Termino sempre buscando um tema dentro do universo progressista (com o cuidado de evitar viajar na utopia fantasiosa).

Afinal, o que é ser Progressista? O progressismo é uma corrente política e ideológica que defende reformas sociais, econômicas e culturais focadas no avanço da humanidade, direitos humanos, inclusão e justiça social. Diferente do conservadorismo, busca a transformação política baseada na evolução e na razão.

O assunto de hoje será a campanha eleitoral, que já se estabeleceu desde o resultado das últimas eleições. Iniciou-se com a tentativa de golpe, que fracassou, mas manteve o ímpeto golpista baseado em mentiras e distorções absurdas, sempre na expectativa de manter a audiência aturdida na mais pura abstração da realidade. A estratégia é manter a agressividade contra o considerado normal e, sem escrúpulos, deixar crescer a onda de negacionismos os mais diversos possíveis, sempre na direção de difundir a ideia de que o "sistema" quer romper o tal "código moral de bons costumes" — que eles mesmos não seguem, mas defendem.

Voltando à realidade, a campanha eleitoral propriamente dita se inicia após as reuniões partidárias, quando então as agremiações homologam a lista de candidatos aos diversos cargos eletivos previstos. Antes, porém, o processo político para compor as coligações já se espalha no mundo político. Espero que as tais composições acertadas, onde "rola" todo tipo de negociação, possam trazer para o campo progressista a clareza e a força eleitoral que o mandato atual providenciou instalar ao longo dos últimos anos.

O foco inicial foi reconstruir as instituições e reestabelecer os programas de inclusão social, enquanto os ministérios técnicos se alinhavam com as diretrizes políticas estabelecidas e administradas pela ala política (Casa Civil) em busca da volta à normalidade administrativa num ambiente institucional restaurado. Foi trabalhoso, muita coisa ainda há por fazer, mas os avanços são perceptíveis. As pessoas que são o alvo das políticas percebem a melhora, a despeito do lado ideológico em que estejam.

Isso ocorre graças à transversalidade das políticas públicas, que, ao atuarem simultaneamente em esferas como moradia, transporte, saúde, educação, emprego  e segurança, tornam os avanços visíveis na realidade material da população. Gera-se, assim, um impacto direto no cotidiano, garantindo proteção e bem-estar às famílias no enfrentamento de dificuldades. Consequentemente, a população realiza uma avaliação empírica: ao vivenciar os efeitos de programas como o Bolsa Família, SUS (Sistema Único de Saúde) ou o SUAS (Sistema Único de Assistência Social), o cidadão é capaz de avaliar a eficácia do serviço baseando-se na sua experiência direta, e não apenas em alinhamentos políticos abstratos.

Estou satisfeito com o trabalho realizado. Também sei que este período eleitoral que se avizinha vai ser doloroso e chato — não suporto mais as "futricas" políticas que inundam o noticiário e as redes sociais. Precisa ter bastante paciência para tolerar a desfaçatez do pessoal da ultradireita ao pautar os absurdos, as mentiras e os negacionismos característicos.

Tudo bem que vai ter a Copa do Mundo para aliviar um pouco!!!



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