quinta-feira, 30 de abril de 2020

Dias Atuais - Estupefação!



A Cara Estupefação, Vetor Dos Emoticons Isolou O ícone Que Pode ...


Atualidade! Não sou um especialista em etimologia, conhecedor da origem das palavras, mas não resisto a tentar esmiuçar a formação da palavra Atualidade. 
Provavelmente está formada a partir do adjetivo ATUAL mais o sufixo IDADE. 
Me satisfaço por entender coerente e lógica a clareza que a análise me colocou sobre o significado da palavra.
Assim, Atual - Qualidade de algo que está ocorrendo + Idade - o que tem a ver com o tempo decorrido.
Atualidade coisas/fatos/tendências que caracterizam o momento que estamos vivendo. 
A mesma análise podemos fazer com a palavra Raridade, Raro -Qualidade de algo que não ocorre com frequência + Idade - o que tem a ver com o tempo decorrido.

Mas, vamos ao que interessa. Na tentativa de entender os rumos que "as coisas" estão tomando no Brasil tento ver, da forma mais isenta possível, as características deste nosso cotidiano. E então, fico muito triste e até sem palavras para explicar tal fenômeno.

Entendo que o tipo de argumento, o tipo de "arma" utilizada, ou seja, o modus operandi de um grupo caracteriza este grupo. A característica aqui é a MENTIRA o que não é nada louvável. Chega a ser deplorável.

Partem de um pressuposto que existe uma ameaça "comunista" (?!?!), que não se sustenta à mais reles analise de fatos. Ou seja, partem de uma premissa mentirosa. Revelando assim uma estratégia de convencimento de pessoas, que as transforma em fanáticas defensoras de uma ameaça que não existe.

Não existe nada mais atual do que a disseminação de "Notícias Falsas" para a fixação de um ideário político em curso no Brasil. 
Alimentam estas massas fanáticas com noticiário falso sobre temas relacionados aos costumes incutindo como verdadeiras, decisões políticas que nunca existiram, incitando reações preconceituosas às minorias apoiando assim uma "guerra" à diversidade de gênero, às religiões de matriz africana, aos índios, quilombolas, etc.

Aproveitando-se da campanha antiprogressista que se instalou na grande mídia quando da instalação da Operação Lava jato, atrelaram a corrupção endêmica instalada na cultura do país, como uma característica das forças progressistas, esquecendo-se que o Brasil sempre sofreu com esta chaga moral, desde o início da sua história. 
Os casos recentes, tão sórdidos quanto os casos de qualquer época, foram praticados não somente por elementos das forças progressistas, mas por elementos de todas as agremiações partidárias e com a cumplicidade da mais alta elite empresarial do país. Os mesmos que hoje financiam esta campanha difamatória das agremiações progressistas, colocando-se sempre na surdina, como parece sugerir os manuais da delinquência corporativa.

Em nenhum momento defendo que atos de corrupção sejam defensáveis ou que possamos relativizá-los.  
Corrupção é crime e como tal deve ser tratado doa a quem doer.  
Entretanto escolher pessoas para punir, de qualquer maneira e pela cor partidária e negligenciar em relação aos demais, dá a entender que existe um plano de ação definido. Principalmente quando lembramos que estas mesmas forças progressistas representam para esta turba, os tais "comunistas" citados acima.

Voltando a análise dos dias atuais percebe-se com clareza, que a metodologia que vem sendo usada com estardalhaço, como citado, lastreia-se em pressupostos mentirosos, em disseminação de notícias falsas, difundem uma reavaliação da história recente da ditadura que experimentamos de recordação nefasta, apregoam o autoritarismo com veemência  e buscam com tamanha avidez o protagonismo, que suas bravatas chegam a ser mais preponderantes que a própria realidade a que estamos submetidos, com um estado de Pandemia declarado, como consequência da proliferação de um vírus desconhecido com alto grau de contaminação e sem protocolos de tratamento e cura conhecidos.
Em momentos assim o esperado é que o sentimento geral fosse o de MEDO, no mínimo de precaução, de cautela. 
Não é o que está acontecendo, o grau de estúpidos absurdos praticados aumentam e chegam a atentar de forma clara à inteligência de quem observa com isenção. Ultrapassam o nível da estupidez. Não se preocupam com esta percepção, vivem uma realidade paralela e estão paulatinamente mais agressivos quando já se vê nos noticiários exemplos da histeria coletiva e da histeria individual que culminam inclusive com a morte de inocentes como o ocorrido em Araucária, no Paraná onde uma Fiscal de Caixas de um Supermercado foi baleada e faleceu em consequência de um destes embates ideológicos. 
A necessidade de se sobrepor a correntes de ideias diferentes, e se impor lastreados em mentiras e falsidades, faz com que os convertidos a este conjunto de ideias e atitudes estupidas passem por cima de tudo, até da realidade, na tentativa de impor um novo status quo

Eles não pensam, afinal, estão fanatizados.
  
Em momentos assim, de tamanha inconsistência, quando a realidade impõe uma parada para analisar a situação, a tendência natural é a perda de credibilidade com a perda de adeptos, pessoas que se reencontram com a realidade e se arrependem. Então surgem mais notícias falsas e cada vez mais fora de senso, além da geração de fatos inusitados e absurdos, para manter o protagonismo. É preciso manter a discussão ativa e o gado preso no transe "anticomunista". 

Com a realidade se impondo com um quadro geral que espanta até o "militante" mais insensível, as pessoas voltam a pensar e percebem a distancia que estão do real, neste instante, o número de fanáticos tende a diminuir. O ruim é que a agressividade dos restantes ficará cada vez maior. Neste momento, a barbárie pode se instalar com consequências graves!

As instituições democráticas do Estado não podem ficar a mercê destas ondas de autoritarismo. Não podem tergiversar, precisam estar calçadas nas suas diretrizes base e agir como é esperado.  O STF, o Congresso Nacional, as Entidades Representativas da Sociedade Civil, precisam se posicionar e cobrar o uso das prerrogativas constitucionais para estancar tal insurreição.








sábado, 18 de abril de 2020

Sedimentando uma Visão

Música do Brasil: Como uma onda
Como já esperava acontecer, a pandemia, como uma onda de destruição avassaladora continua avançando e preenchendo com avidez os mais recônditos espaços físicos, mentais e espirituais como nunca dantes visto em nossa contemporaneidade. 
Onde alcança, e ainda não se conhece barreiras para contê-la, imediatamente se instalam, a dúvida, o medo, a ansiedade. Todas elas como consequência da única certeza que temos anotada - Este vírus é absolutamente danoso ao metabolismo humano, nanometricamente pequeno por isso invisível e ainda livre de qualquer barreira cientificamente comprovada de defesa adicional ao organismo humano. 
Uma vez contaminado, cada metabolismo, cada ser humano infectado terá como única defesa a robustez do seu sistema imunológico. Os protocolos de tratamento e cura estão sendo depurados pela competência acumulada na experiência dos nossos "Soldados da Saúde", nesta "Guerra" que se instalou. 
Da mesma forma que os guerreiros da estrutura de Saúde estão atuando no front contra a pandemia, é preciso que cada um de nós, munidos de nossas experiências sedimentadas ao longo da vida estabeleça uma forma, uma maneira de atacá-la e debelar a crise existencial que se instalou. 
Sabemos de antemão que esta capacidade de reflexão e analise não está presente em uma grande parte da população devido ao estado grave de vulnerabilidade que esta parte da nossa sociedade convive, como consequência da desigualdade social. Entretanto neste momento se faz mister que aqueles que detenham essa capacidade a exerça e a difusão dos resultados desta analise possam ser usadas como um protocolo de Resistência e Enfrentamento da crise por todos. 
A liderança e coordenação de enfrentamento de crises normalmente atribuída aos governantes, em conhecendo estas praticas da população, as efetivarão de maneira menos traumática do que foram as medidas emergenciais absolutamente necessárias adotadas. 

Assim, o primeiro ponto a atacar será o reconhecimento é a aceitação das verdades absolutas conhecidas, ainda que para algumas delas aqui anotadas, possa parecer desnecessário anotá-las, por serem óbvias.

1- Os recursos técnicos de Saúde disponíveis são radicalmente insuficientes e transformá-los em suficientes requer tempo mais longo do que temos. Recursos econômicos serão necessários para implementá-los

2- Urge que seja suavizada e distendida a velocidade de contaminação e para concretizar esta decisão só existe uma maneira de não se contaminar ou ao menos dificultar a contaminação que é o isolamento social com o confinamento em "quarentena" do número máximo de pessoas. 


Aqui aparece o primeiro grande problema quando sabemos que este isolamento com afastamento social é praticamente impossível de ser praticado nas periferias das grandes e medias cidades, locais que aglomeram a grande quantidade de brasileiros em condições de penúria que convivem no mais baixo grau de dignidade, sem água potável, sem coleta de esgoto ou seja na mais alta insalubridade. Condição esta que a nossa hipócrita e condescendente classe média aceita e até se aproveita para dali tirar os "servidores" nas condições de empregadas domesticas, trabalhadores sem qualificação, fornecedores de drogas, etc.   

Esta quarentena, apesar de ser o único meio de diminuir a velocidade de contaminação, gera um outro sério problema estrutural pois inviabiliza de forma radical o desenvolvimento normal da vida de todos e a primeira preocupação recai sobre a capacidade de sobrevivência das pessoas individualmente e da sociedade como um todo. A redução de faturamento, e a consequente provável e possível redução de salários gera em ambos os lados, patrão e empregados, a mesma sensação - MEDO!



Medo de quebrar/medo de perder o emprego. 



Além disso a redução de recursos sendo gerados faz reduzir consumo e o consequente recolhimento de impostos. 
Outras relações, por exemplo senhorio/inquilino. credor/devedor, fornecedor/usuário e tantas outras passam pelo mesmo dissabor.

 Recursos do Tesouro Nacional precisam ser usados, a fundo perdido, para minimizar estes efeitos. Uma turma grande de desassistidos, aqueles desempregados ou subempregados e moradores de rua que somam mais de 50 milhões de pessoas precisam de uma ação assistencial imediata para continuar vivendo. 
O Congresso Nacional ao aprovar o Estado de Calamidade de Saúde, permitiu que o Governo passe a encaminhar os projetos para utilização de recursos públicos do Tesouro Nacional. A sociedade precisa cobrar e demonstrar a necessidade de que estes projetos sejam encaminhados. 

3- A revisão do orçamento tanto no modo individual. familiar, quanto no contexto Nacional se faz urgente. O confinamento e suas consequências impõem uma adequação no uso de recursos principalmente quando se sabe que a geração de recursos e recolhimento de impostos estará reduzida.

4- Saúde Mental e Convivência Social passam a ter um valor muito maior. A difusão e o consumo de notícias sobre o andamento do combate à pandemia precisam ser feito de forma responsável e seria. Não é recomendado que as pessoas se deixem ser levadas pela avalanche de notícias. Isto tem um caráter depressivo forte e principalmente quando se sabe que por motivos ideológicos e/ou sensacionalistas muitas notícias são absolutamente desnecessárias principalmente quando são falsas. O consumo de notícias deve ser feito de modo disciplinado e buscando fontes oficiais.

5-Para aqueles que terão tempo extra o recomendado que dê uso a este tempo com tarefas edificantes como pesquisas, leitura de livros, cursos a distância, pequenas arrumações postergadas a muito tempo, reservar tempo para atenção de  filhos, esposas/esposos e pessoas que moram no mesmo endereço, ligações telefônicas para amigos e familiares, principalmente para aquelas pessoas que sabemos estar solitárias, marcar reuniões via vídeo chamada com turma de amigos, colegas e familiares.

Estas verdades acima derrubam as dúvidas e o reconhecimento e aceitação delas ajudam a diminuir ou controlar a ansiedade. 

Quanto ao medo inicial, vamos nos acostumando com a ideia de que estaremos no caminho certo quando todas as verdades acima acabarem reconhecidas e aceitas e então aquela sensação de medo ainda existente, deixa de assustar e passa a alimentar um sentimento de precaução o que nos dará tempo para analisar as possibilidades de vida no pós crise. 
Como diria Lulu Santos/Nelson Motta,
 Nada do que foi será do mesmo jeito que já foi um dia 
 Tudo passa, tudo sempre passará
 A vida vem em ondas como o mar 
 Sempre como uma onda no mar                                                 




domingo, 12 de abril de 2020

Terra Arrasada!


Com muita paciência, tateando em um mundo sem definições claras, vivendo uma situação nunca antes experimentada fico aqui imaginando onde vamos chegar? Qual o tamanho do estrago que essa situação vai nos lograr?   Não tenho como prever! A sensação que tenho é que ao final dessa temporada de incertezas, chegaremos a uma condição de terra arrasada! Até cabe a inversão do provérbio português!

"Nada“ como dantes no quartel de Abrantes!

A necessidade de sobreviver nos fez recuar e guardarmo-nos em casa.
Em quarentena consome-se recursos a exaustão. As estruturas materiais de manutenção quedarão em bancarrota impondo às estruturas morais, cívicas, políticas e até religiosas um abalo "sísmico" de consequências inenarráveis.

Ninguém sabe ao certo por quanto tempo estaremos vivendo reclusos, consumindo os nossos escassos recursos. Tão pouco ninguém tem uma visão clara de como chegaremos lá e naquele ponto, qual será o estrago que teremos que enfrentar.

Esta reclusão absolutamente necessária, interfere na velocidade do processo de contaminação da população pelo vírus diminuindo a quantidade de pessoas contaminadas que precisarão dos recursos mantidos pelo SUS-Sistema Único de Saúde, evitando assim que o sistema entre em colapso. 
Em outras palavras isto significa que o número de leitos com UTI e respiradores disponíveis serão teoricamente, suficientes para quantidade de pessoas contaminadas. Assim se espera.
É muito bom lembrar que serviços de saúde universal como o nosso SUS, não existem em todos os países. Alguns países onde vigora o conceito de Estado Mínimo, não os têm.

Entende-se dessa maneira que tudo isso tem um custo. Um custo de manutenção dessas pessoas reclusas que estarão consumindo os seus recursos. Porém para aqueles que não tem recursos garantidos, por exemplo os ambulantes, os autônomos, os moradores de rua e tantas outras pessoas necessitadas, é mister que o Estado garanta a sobrevivência desta população. Soma-se a esse número, aqueles que serão demitidos em função da quarentena decretada. Estima-se algo em torno de 40 milhões de pessoas.

Para este contingente de brasileiros dependentes, em função da quarentena, o Congresso Nacional estipulou uma renda mínima de R$ 600 por pessoa não podendo ultrapassar R$ 1.200 por residência.  Podemos estimar uma média de R$1.000 para cada um daqueles 40 milhões e com isto fechar uma conta de R$40 bilhões por mês.
Acrescidos a este montante ainda temos os custos que virão das benesses outorgadas ao sistema financeiro e também haveremos de conviver com uma redução do montante arrecadado mensalmente como impostos também como função da redução do consumo devido a esta mesma quarentena.
O Tesouro Nacional tem como honrar esta conta e mais, ainda existe uma obrigação moral de reverter para os brasileiros os montantes acumulados em impostos arrecadados destes mesmos brasileiros numa hora que se vive uma calamidade de saúde pública. Isto não se discute!

O que precisa a ser discutido são os ajustes que serão necessários à lei orçamentária avaliando-se de onde se retirar dinheiro e para onde direcionar este dinheiro. Não é justo, nem cabível, que não se dê ênfase a uma política de assistência social e também não podemos aceitar que as verbas para a ciência/educação sejam reduzidas.

Mantendo-se a prudência na análise e o realismo nas estimativas, podemos antever uma situação de devastação, de Terra arrasada! 
Esta conclusão soa um tanto quanto catastrófica.  Que a cautela em nossas decisões de sobrevida na quarentena nos dê "folego" para enfrentar um quadro absolutamente pessimista. 

Estaremos com um contingente de 40 a 60% da força de trabalho desempregada ou subempregada. Vivendo num ambiente de baixo consumo como função da redução do nível de emprego/consumo imposto pela quarentena. 


O comercio debilitado pela falta de consumo.
A indústria forçada a trabalhar com alta ociosidade devido ao baixo consumo. 
A agricultura obrigada a rever as suas metas também devido a redução das exportações no início da retomada e uma possível explosão de demanda num momento posterior que pode nos levar como produtor de alimentos a situações perigosas no contexto de estratégias geopolíticas.

O mundo estará vivendo a mais grave das recessões. O comercio internacional se retrairá, maximizando os bens de sobrevivência notadamente Alimentos e Saúde.  
As posições geopolíticas estarão abaladas. 
O Brasil inserido neste contexto, com um nível de desigualdades alarmante vai estar absolutamente prestes a uma convulsão social. 
Desta vez sem um viés ideológico. Agora quem decide é o estado de miséria alastrado em todo o espectro social. A fome e o desemprego serão os Grandes Generais nesta guerra!

Resta-nos a introspecção, a reflexão, a meditação, a oração. Um mergulho em nossa mente e em nossa alma. Uma viagem de volta rumo a humildade. Uma revisão em nossos conceitos adequando-os quando necessário, aos valores éticos e morais tão desleixados pela "onda de progresso" tecnológico imposta desde a segunda metade do século passado que nos desumanizou e quase conseguiu nos robotizar.
  
Diz-se que em situações de devastação logo após ao "salve-se quem puder" instala-se o simplismo e a solidariedade social que são elementos básicos da Conscientização de Classe. 
Uma Conscientização que se impôs pela dor!


Será que afinal fundaremos a Nação Brasiliana? 







quinta-feira, 9 de abril de 2020

A hora é de depuração

                     

Nunca na minha vida, passei por um momento tão diferente de tudo aquilo que conheço. Este é um tempo estranho. Tenho a sensação de nunca na história da humanidade tenhamos experimentado uma parte sequer das características deste tempo medonho.
Percebo-me limitado, as minhas experiências anteriores não me servem para identificar com clareza que o que há de vir. 
A capacidade de planejar o instante seguinte é cada vez menor. 
Assim, de repente, passo a entender de maneira absolutamente clara uma afirmação que só fazia sentido em estados de  reflexão filosófica. 

A importância do momento presente

A acumulação de experiências e conhecimentos, do passado, só nos tem garantido a sobrevivência no momento atual, isto sem nos dar a competência de planejar o momento imediatamente a seguir. Não sabemos para onde vamos. Tudo é possível ou nada é improvável. Isto nos dá medo.

Teorias da conspiração tentam ligar o passado ao futuro digerindo elucubrações com altos graus de preconceitos e paranoias especulativas de toda ordem. Das mais profundas interpretações proféticas às mais estapafúrdias estratégias de "dominação geopolítica” do mundo subsequente. Isto tudo me parece desnecessário e contraproducente. Não se pode construir uma ponte para um local de chegada desconhecido.

O momento atual é de pura reflexão. Hora de ensimesmar, de voltar para dentro e organizar potencialidades, reconhecer fraquezas e reprogramar crenças que as corrijam ou as minimizem. 

A instintiva necessidade de preservar-se para sobreviver, precisa transformar-se no sentimento de solidariedade da convivência pacifica e operosa. 
Precisamos estar fortes e coesos para enfrentarmos o que há de vir. 

O instinto predador tem que se transformar no sentimento de provedor que garanta a necessidade de preservação da espécie e do ecossistema. 

A hora de é de reumanizar-se e transformar instintos em sentimentos. 
A hora é de depuração. Dias melhores virão. 
Que DEUS tenha piedade e misericórdia de nós!












sábado, 4 de abril de 2020

Máxima Exposição


Há poucos dias atrás fui surpreendido por uma postagem nas redes sociais publicada por uma pessoa a quem devoto uma grande admiração. 
Nesta postagem, um vídeo para ser exato, seguindo o padrão vigente, a pessoa expõe a sua lida cotidiana como se estivesse numa conversa de “pé de ouvido” com a sua melhor amiga, apresenta fatos que justificam a ausência das redes nas poucas horas desde a última postagem no dia anterior. 

Neste momento enaltece o número elevado de seguidores justificando o crescimento deste séquito como consequência da assistência que ela dedica à performance da página de vendas de produtos femininos e faz um “mimo” aos seus seguidores demonstrando que apesar de não os conhecer pessoalmente já compartilham de sonhos, expectativas, histórias, soluções. Provavelmente outras informações mais diversas.
Prossegue e vai além. Com o rosto ainda “amassado” e a voz rouca de quem acabou de acordar ela relata a noite insone que acabou de amargar com poucas horas de sono já próximo do amanhecer e detona uma decisão.

Assume corrigir uma "falha" com seus seguidores. Uma falha (que só ela até agora define como falha) que diz respeito a um sério problema pessoal vivenciado em família que ainda não foi compartilhado com a troupe. 
Esta decisão foi tomada no auge da ansiedade que este quadro de falta de sono normalmente propicia.

A falha é exatamente o "não compartilhamento" deste "problema pessoal" já equacionado, considerando que o método de solução aplicado, pode ajudar pessoas que passam pelo mesmo problema de forma consciente ou não, que passarão a ter um exemplo de solução convincente. Do tipo "experiência" vivenciada por "um(a) de nós" 

#Empatia! #SensodeGrupo! #Transparência! #LivroAberto! 

Nada contra as hastags acima e ao que elas representam como "ícones" de uma linha de comportamento esperada no trato interpessoal dentro das redes sociais.


Porquê da minha surpresa então?

Precisamos entender que as redes sociais, ainda que em se tratando de grupos familiares, são ferramentas de uso "social" ou seja aberto, explicito ou seja deve ser limitado a assuntos que qualquer que seja a interpretação da pessoa que teve acesso à informação, não traga qualquer problema a quem a emitiu. 
Precisamos colocar um freio. 
Nem tudo é explicitável ou compartilhável 
Existem "coisas" que só nós mesmos sabemos e devem ser mantidas assim. Existem "coisas" que precisam ser mantidas em cautela! 
Precisamos saber gerenciar os nossos segredos!!!

Além do mais, no caso especifico, os problemas e as soluções aplicadas, envolvem outras pessoas e não temos o direito de expô-las. Principalmente isto!

Pessoas ligadas em um grupo que se formou em função de um interesse comercial, não tem necessariamente que ter um nível de percepção de vida ou educação similar, principalmente quando estamos falando de milhares de pessoas. Vamos encontrar aí todo tipo de gente e assim, todo tipo de reação é possível.
Existem informações muito intimas e que uma vez compartilhada pode gerar reações tão diversas que não damos conta de quão agradáveis ou desagradáveis podem ser. 
Manter CAUTELA é o mais sensato.

Que o espirito de benevolência, empatia, bom-caratismo seja mantido? Sim. Sem problemas. 
Mas tudo tem limite. Expor-se desnecessariamente precisa ser evitado! 

Veja abaixo, a mensagem que enviei à pessoa que me fez ter esta reflexão! Não sei como esta mensagem influenciou. Não tive retorno, mas também não vi nenhuma mensagem compartilhada que lembre aquela decisão tomada após a noite insone! 

"Meu Amor, fico muito preocupado com esta sua intenção de relatar a sua experiência com relacionamentos abusivos.
Que durante a sua insônia você tenha deixado progredir o "Macro fluxo de pensamentos" característico desta condição de expectativa pelo sono, tudo bem, isto é natural e demonstra, a sua empatia com pessoas que passam de forma consciente ou não pelo trauma de um relacionamento abusivo.
Entretanto neste mesmo post você mencionou que hoje mais de 1000 pessoas te seguem e você mesmo acrescentou que não conhece a maioria das pessoas. Não sei qual a narrativa que você pretende usar e imagino, pelo que te conheço, que você terá o cuidado de tratar as informações das identidades envolvidas de forma a não ferir suscetibilidades.
Nos dias atuais, exposições deste nível podem ser usadas de forma diferente daquela que motivou a exposição dos fatos. Existem outras formas de você ajudar pessoas que vivem com este tipo de problema. Da mesma forma que os AAA - Associação de Auxílio ao Alcoólatra, existem Associações que tratam deste tema, por exemplo o grupo MADA (https://grupomadabrasil.com.br/).
Fico muito preocupado pois você hoje é uma pessoa pública pois atua na área de vendas e quando assim é, não sabemos o tipo de pessoa que lidamos.
Desculpe-me a intromissão estou tentando demonstrar a minha preocupação. Vou te pedir um favor: Faz uma reflexão, agora de forma consciente pois à noite o fluxo de pensamentos às vezes nos leva a decisões que até não gostaríamos de tomar. A sua voz de recém acordada no post me fez pensar que possivelmente você ainda estaria "dormindo" ou melhor a Alma ainda não tinha terminado de fazer o Download. Um beijão! Te amo!"

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