Onde alcança, e
ainda não se conhece barreiras para contê-la, imediatamente se instalam, a
dúvida, o medo, a ansiedade. Todas elas como consequência da única certeza que
temos anotada - Este vírus é absolutamente danoso ao metabolismo humano,
nanometricamente pequeno por isso invisível e ainda livre de qualquer barreira
cientificamente comprovada de defesa adicional ao organismo humano.
Uma vez
contaminado, cada metabolismo, cada ser humano infectado terá como única defesa
a robustez do seu sistema imunológico. Os protocolos de tratamento e cura estão
sendo depurados pela competência acumulada na experiência dos nossos
"Soldados da Saúde", nesta "Guerra" que se instalou.
Da mesma forma que
os guerreiros da estrutura de Saúde estão atuando no front contra a pandemia, é preciso que cada
um de nós, munidos de nossas experiências sedimentadas ao longo da vida
estabeleça uma forma, uma maneira de atacá-la e debelar a crise existencial que
se instalou.
Sabemos de antemão
que esta capacidade de reflexão e analise não está presente em uma grande parte
da população devido ao estado grave de vulnerabilidade que esta parte da nossa
sociedade convive, como consequência da desigualdade social. Entretanto neste
momento se faz mister que aqueles que detenham essa capacidade a exerça e a difusão
dos resultados desta analise possam ser usadas como um protocolo de
Resistência e Enfrentamento da crise por todos.
A liderança e coordenação de enfrentamento de crises normalmente atribuída aos governantes, em conhecendo estas praticas da população, as efetivarão de maneira menos traumática do que foram as medidas emergenciais absolutamente necessárias adotadas.
A liderança e coordenação de enfrentamento de crises normalmente atribuída aos governantes, em conhecendo estas praticas da população, as efetivarão de maneira menos traumática do que foram as medidas emergenciais absolutamente necessárias adotadas.
Assim, o primeiro
ponto a atacar será o reconhecimento é a aceitação das verdades absolutas
conhecidas, ainda que para algumas delas aqui anotadas, possa parecer
desnecessário anotá-las, por serem óbvias.
1- Os recursos técnicos de Saúde disponíveis
são radicalmente insuficientes e transformá-los em suficientes requer tempo mais longo do que temos. Recursos econômicos serão necessários para implementá-los
2- Urge que seja suavizada e distendida a
velocidade de contaminação e para concretizar esta decisão só existe uma
maneira de não se contaminar ou ao menos dificultar a contaminação que é o
isolamento social com o confinamento em "quarentena" do número máximo
de pessoas.
Aqui aparece o primeiro grande problema quando sabemos que este isolamento com
afastamento social é praticamente impossível de ser praticado nas periferias
das grandes e medias cidades, locais que aglomeram a grande quantidade de
brasileiros em condições de penúria que convivem no mais baixo grau de dignidade,
sem água potável, sem coleta de esgoto ou seja na mais alta insalubridade. Condição esta que a nossa hipócrita e condescendente classe média aceita e até se
aproveita para dali tirar os "servidores" nas condições de empregadas
domesticas, trabalhadores sem qualificação, fornecedores de drogas, etc.
Esta quarentena,
apesar de ser o único meio de diminuir a velocidade de contaminação, gera um
outro sério problema estrutural pois inviabiliza de forma radical o
desenvolvimento normal da vida de todos e a primeira preocupação recai sobre a
capacidade de sobrevivência das pessoas individualmente e da sociedade como um
todo. A redução de faturamento, e a consequente provável e possível redução de
salários gera em ambos os lados, patrão e empregados, a mesma sensação - MEDO!
Medo de quebrar/medo de perder o emprego.
Além disso a redução de recursos sendo gerados faz reduzir consumo e o
consequente recolhimento de impostos.
Outras relações,
por exemplo senhorio/inquilino. credor/devedor, fornecedor/usuário e tantas
outras passam pelo mesmo dissabor.
Recursos do
Tesouro Nacional precisam ser usados, a fundo perdido, para minimizar estes efeitos. Uma turma grande de desassistidos, aqueles desempregados ou subempregados
e moradores de rua que somam mais de 50 milhões de pessoas precisam de uma ação
assistencial imediata para continuar vivendo.
O Congresso Nacional ao aprovar o
Estado de Calamidade de Saúde, permitiu que o Governo passe a encaminhar
os projetos para utilização de recursos públicos do Tesouro Nacional. A
sociedade precisa cobrar e demonstrar a necessidade de que estes projetos sejam
encaminhados.
3- A revisão do orçamento tanto no modo
individual. familiar, quanto no contexto Nacional se faz urgente. O confinamento
e suas consequências impõem uma adequação no uso de recursos principalmente
quando se sabe que a geração de recursos e recolhimento de impostos estará
reduzida.
4- Saúde Mental e Convivência Social passam a
ter um valor muito maior. A difusão e o consumo de notícias sobre o andamento
do combate à pandemia precisam ser feito de forma responsável e seria. Não é
recomendado que as pessoas se deixem ser levadas pela avalanche de notícias.
Isto tem um caráter depressivo forte e principalmente quando se sabe que por
motivos ideológicos e/ou sensacionalistas muitas notícias são absolutamente
desnecessárias principalmente quando são falsas. O consumo de notícias deve ser feito de modo
disciplinado e buscando fontes oficiais.
5-Para aqueles que terão tempo extra o
recomendado que dê uso a este tempo com tarefas edificantes como pesquisas,
leitura de livros, cursos a distância, pequenas arrumações postergadas a muito
tempo, reservar tempo para atenção de filhos, esposas/esposos e pessoas que moram no mesmo
endereço, ligações telefônicas para amigos e familiares, principalmente para
aquelas pessoas que sabemos estar solitárias, marcar reuniões via vídeo chamada
com turma de amigos, colegas e familiares.
Estas verdades acima derrubam as dúvidas e o reconhecimento
e aceitação delas ajudam a diminuir ou controlar a ansiedade.
Quanto ao medo inicial, vamos nos acostumando com a ideia de
que estaremos no caminho certo quando todas as verdades acima acabarem reconhecidas
e aceitas e então aquela sensação de medo ainda existente, deixa de assustar e
passa a alimentar um sentimento de precaução o que nos dará tempo para analisar
as possibilidades de vida no pós crise.
Como diria Lulu Santos/Nelson Motta,
Nada do que foi será do mesmo jeito que já foi um dia

Tudo passa, tudo sempre passará

A vida vem em ondas como o mar

Sempre como uma onda no mar
Nada do que foi será do mesmo jeito que já foi um dia
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