Na condição de um simples observador à distancia seria leviano afirmar que a facada não existiu e também leviano seria conformar-se com a informação, a partir da percepção de um leigo que observa uma ação que aconteceu em meio a uma multidão, onde as evidencias presumíveis comuns, como a ocorrência de sangue por exemplo, não ocorreram.
Analisando o fato em si, também seria presumível que num ambiente daquela magnitude um cordão de segurança estivesse garantindo o isolamento físico do candidato atingido. Falhas existem mas profissionais de tão alto gabarito presumidamente teriam que garantir a segurança do candidato e além do mais o uso de coletes à prova de balas( e de perfuração) não fora imposto para uma manifestação tão grandiosa, indicando falta de cautela dos gabaritados profissionais de segurança.
Nota 1: Classifico com gabaritados profissionais de segurança pois posteriormente todos foram promovidos aos mais altos cargos do esquema de segurança, um deles chegou a ser o Diretor da ABIN
Analisando o tratamento dado ao candidato atingido no hospital de Juiz de Fora quando nada foi feito a não ser esperar a transferência para um hospital especifico com um medico oncologista(??) pré determinado.
Analisando a reação dos correligionários que acusaram uma "trama" do PSOL orquestrada pelo Deputado Jean Whylys. Imediatamente desmentida pela própria PF.
Analisando a Investigação, Defesa e Sentença.
Os advogados que assumiram a defesa do "criminoso" não revelaram até hoje quem pagou pelo serviço.
O criminoso, um homem pobre de Minas Gerais, esteve um clube de tiro da elite catarinense nos mesmos dias em que o filho do candidato esteve no local, filho este que nunca participava de comícios pelo Brasil mas que no dia estava em Juiz de Fora.
A defesa usou a estratégia de tornar o réu inimputável por deficiência psiquiátrica
A sentença estabeleceu não um hospital psiquiátrico mas uma penitenciaria de segurança máxima e o réu foi internado em uma cela solitária portanto incomunicável.
A irmã mais velha do réu luta a cinco anos para assumir a tutoria do réu e transferi-lo para um tratamento psiquiátrico e não consegue .
Finalizando, não sou dado a fazer prosperar teorias da conspiração, sejam quais forem. Normalmente analiso as informações veiculadas na imprensa e quando me sinto confortável, aceito a informação oficial.
Neste caso especifico com todas estas informações disponíveis na imprensa e mais tantas outras veiculadas na internet não estou confortável para aceitar o que oficialmente está definido. Para mim o criminoso estava no local (não entendo porque tão próximo) e atingiu o candidato. Até aqui tudo bem. a partir daí acredito que muitas aguas vão rolar por debaixo da ponte. Tudo pode acontecer inclusive nada.
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