Um sonho utópico é uma visão de sociedade idealizada. Normalmente, fantasiosa. Uma sociedade perfeita não existe, ponto final.
Entretanto, não custa exercitar a mente em desenhar alguma forma de trazer a sociedade ao ponto mais próximo do ideal. Projetar o ideal progressista que reconheça as dificuldades da realidade, mas que estabeleça metas, construa pontes. Vamos começar!!!
Como base deste "projeto", precisamos definir conceitos que são básicos e, qualquer que seja a realidade, serão verdadeiros; não deixam dúvidas.
No contexto natural, todas as pessoas nascem exatamente iguais. Também é verdade que cada indivíduo traz consigo marcas indeléveis da sua condição humana. Porém, socialmente, somos todos iguais perante a lei.
Os privilégios começam a impor realidades diferentes na medida em que se observam as condições da "chegada" do novo ser. Nada contra o conforto extra; o importante é que todos sejam recebidos com um mínimo de dignidade, e isto vale não somente para o momento da chegada, mas para todo o desenrolar da vida.
A partir daqui, começamos a desenhar a "imposição" deste projeto progressista.
"Todos terão direito a uma vida minimamente digna, onde estão garantidos os direitos básicos de sobrevivência, crescimento e amadurecimento."
Nesta sociedade progressista, imaginada fraterna, o direito à sobrevivência (moradia, alimentação, educação, saúde, emprego e segurança) é considerado uma condição humana, assim como o oxigênio, a água e a luz do sol.
O direito ao crescimento é a consolidação da máxima que afirma que "o saber acumulado pela sociedade é um bem público e, portanto, o acesso não pode ser limitado ou negociado".
O direito ao amadurecimento consolida o lema: "A cada qual conforme seus méritos!", agora com oportunidades iguais para todos.
Considerando um quadro onde a moradia, a educação, a saúde, o emprego e a segurança são garantidas, a manutenção deste quadro será bancada por impostos cobrados sobre a atividade econômica de produção de bens e serviços.
Aqui se inaugura o conceito de função social do dinheiro, entendendo o dinheiro como a consequência material do sucesso da empreitada. Percebe-se e apoia-se o sucesso como condição mínima do empreendedorismo. Entretanto, tem-se que lembrar que o sucesso ocorre quando o empreendimento atua sobre uma comunidade e, assim sendo, cobra-se uma parcela pela participação nesse sucesso, o que chamamos de imposto.
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