| 1. Produto Interno Bruto: | |||
| 2002 – R$ 1,48 trilhões 2013 – R$ 4,84 trilhões | |||
| 2. PIB per capita: | |||
| 2002 – R$ 7,6 mil 2013 – R$ 24,1 mil | |||
| 3. Dívida Pública líquida | |||
| 2002 – 60% do PIB 2013 – 34% do PIB | |||
| 4. Lucro do BNDES: | |||
| 2002 – R$ 550 milhões 2013 – R$ 8,15 bilhões | |||
| 5. Lucro Banco Brasil: | |||
| 2002 – R$ 2 bilhões 2013 – R$ 15,8 bilhões | |||
| 6. Lucro Caixa Econômica | |||
| 2002 – R$ 1,1 bilhões 2013 – R$ 6,7 bilhões | |||
| 7. Produção de veículos: | |||
| 2002 – 1,8 milhões 2013 – 3,7 milhões | |||
| 8. Safra Agrícola: (ton) | |||
| 2002 – 97 milhões 2013 – 188 milhões | |||
| 9. Invest Estrangeiro Direto: | |||
| 2002 – US$ 16,6 bilhões 2013 – US$ 64 bilhões | |||
| 10. Reservas US$ | |||
| 2002 – US$ 37 bilhões 2013 – US$ 375,8 bilhões | |||
| 11. Índice Bovespa: | |||
| 2002 – 11.268 pontos 2013 – 51.507 pontos | |||
| 12. Empregos Gerados/Ano: | |||
| Gov FHC – 627 mil Gov PT – 1,79 milhões | |||
| 13. Taxa de Desemprego: | |||
| 2002 – 12,2% 2013 – 5,4% | |||
| 14. Valor Mercado Petrobras: | |||
| 2002 – R$ 15,5 bilhões 2014 – R$ 104,9 bilhões | |||
| 15. Lucro médio da Petrobras/Ano: | |||
| Gov FHC – R$ 4,2 bilhões Gov PT – R$25,6 bilhões | |||
| 16. Falências Média/ano: | |||
| Gov FHC – 25.587 Gov Lula e Dilma – 5.795 | |||
| 17. Salário Mínimo ( índice de Cestas Básicas): | |||
| 2002 – R$ 200 (1,42) 2014 – R$ 724 (2,24) | |||
| 18. Dívida Externa / Reservas: | |||
| 2002 – 557% 2014 – 81% | |||
| 19. Posição no Mundo: | |||
| 2002 – 13ª Economia 2014 – 7ª Economia | |||
| 20. PROUNI | |||
| 1,2 milhões de bolsas | |||
| 21. Salário Mínimo US$ | |||
| 2002 – 86,21 2014 – 305,00 | |||
| 22. Passagens Aéreas | |||
| 2002 – 33 milhões 2013 – 100 milhões | |||
| 23. Exportações: | |||
| 2002 – US$ 60,3 bilhões 2013 – US$ 242 bilhões | |||
| 24. Inflação Anual Média: | |||
| Gov FHC – 9,1% Gov PT – 5,8% | |||
| 25. PRONATEC | |||
| 6 Milhões de pessoas | |||
| 26. Taxa Selic: | |||
| 2002 – 18,9% 2015 – 14,25% | |||
| 27. FIES (financiamento) | |||
| 1,3 milhões de pessoas | |||
| 28. Minha Casa Minha Vida | |||
| 1,5 milhões de famílias | |||
| 29. Luz Para Todos | |||
| 9,5 milhões de pessoas | |||
| 30. Capacidade Energética: | |||
| 2001 – 74.800 MW 2013 – 122.900 MW | |||
| 31. Creches | |||
| Criação de 6.427 creches | |||
| 32. Ciência Sem Fronteiras | |||
| 100 mil beneficiados | |||
| 33. Mais Médicos (+ 14 mil Médicos): | |||
| 50 milhões de beneficiados | |||
| 34. Brasil Sem Miséria | |||
| Retirou 22 milhões de Pessoas | |||
| 35. Criação de Universidades | |||
| Governo PT – 18 2012 – 1.087.400 | |||
| 36. Escolas Técnicas: | |||
| Governo PT – 214 Governo FHC – 0 | |||
| 37. Desigualdade Social: | |||
| Gov FHC – Queda de 2,2% Gov PT – Queda de 11,4% | |||
| 38. Aumento Produtividade: | |||
| Governo FHC – 0,3% Governo PT – 13,2% | |||
| 39. Taxa de Pobreza: | |||
| 2002 – 34% 2012 – 15% | |||
| 40. Taxa de Extrema Pobreza: | |||
| 2003 – 15% 2012 – 5,2% | |||
| 41. IDH ( 2000 – 0,669 ) | |||
| 2005 – 0,6992 2012 – 0,730 | |||
| 42. Mortalidade Infantil: | |||
| 2002 – 25,3 em 1000 nascidos 2012 – 12,9 em 1000 nascidos | |||
| 43. Gastos Públicos em Saude : | |||
| 2002 – R$ 28 bilhões 2013 – R$ 106 bilhões | |||
| 44. Gastos Públicos - Educação: | |||
| 2002 – R$ 17 bilhões 2013 – R$ 94 bilhões | |||
| 45. Estudantes Ensino Superior: | |||
| 2003 – 583.800 | |||
| 46. Risco Brasil (IPEA): | |||
| 2002 – 1.446 2013 – 224 | |||
| 47. Operações Polícia Federal: | |||
| Governo FHC – 48 Governo PT – 1.273 | |||
| 48. Varas da Justiça Federal: | |||
| 2003 – 100 2010 – 513 | |||
| 49. Acesso a Nova Classe media | |||
| 38 milhões de pessoas (C) | |||
| 50. Fora da Miseria | |||
| 42 milhões de pessoas | |||
Lembro-me bem daqueles momentos. Momentos mágicos que nos dava a sensação que ganhávamos uma copa do mundo a cada mês.
As noticias eram sempre boas, todos de uma maneira geral vangloriavam-se de estarmos vivendo momentos tão bons. Aquele complexo de Vira Latas que a tanto nos acompanhava e agredia tinha cada vez menos sentido. Os índices de satisfação e aprovação da população eram crescentes a cada pesquisa.
Os números das pesquisas nos avisava que alguns grupos por alguma razão talvez não estivessem tão contentes assim, mas isto não preocupava tanto pois a satisfação era tão contagiante que os "contras" talvez até não se manifestassem de forma mais evidente. Aceitávamos simplesmente pois sabíamos que "toda unanimidade é burra."
Ao sair do "transe" que a leitura destes números me colocaram, imediatamente recobrei a razão e retornei à realidade imposta pela atual situação de descaso com o cotidiano do Povo, onde a violência institucionalizada, o atendimento medico tão depauperado, uma despreocupação tão aviltante com o nível de desemprego, numa atitude politica tão mesquinha e com um grau de sadismo tão forte que indica ser plausível uma ação planejada.
Isto tudo acontecendo em meio a um processo eleitoral absolutamente radicalizado e cheio de mentiras, raivas, preconceitos, irracionalidades e manobras estratégicas eleitorais que sugere um "teatro" para tentar legitimar uma normalidade institucional, que possa estar definitivamente cambaleante!!!
Tento então achar uma ligação que exista entre estes dois momentos tão distintos!!!
Passei então a analisar as informações que me levaram ao "transe" de alegria e euforia, com a expectativa de usando os "olhos de hoje" descobrir um "embrião" da tamanha repulsa ao PT e a partir daí tentar imaginar o roteiro que foi seguido!!!
A tática de analise usada foi tentar imaginar a reação de alguns grupos da sociedade às informações listadas, por obvio, estabeleci os seguintes grupos:
- Povo Pobre (inclui desde os abaixo da linha de pobreza até os assalariados com até cinco salários mínimos - O POVÃO!)
- Classe Media (inclui Assalariados com bom nível aquisitivo )
- Classes A e B (Ricos e assemelhados)
- Partidos Políticos não alinhados
Fica evidente à primeira vista, para qualquer pessoa que se digne avaliar os números com isenção ou não, o crescimento significativo dos índices financeiros, dos índices sociais, das informações de Saúde, Educação e Segurança. Isto tudo sugere que a preocupação básica das politicas adotadas era a de inclusão social com distribuição de renda e consolidação da estrutura institucional com o intuito de garantir qualidade de vida a todos os níveis do extrato social.
A aplicação de recursos em programas assistencialistas, alem de devolver dignidade aos brasileiros mais socialmente debilitados, incrementou a movimentação comercial/financeira notadamente em áreas geográficas de baixo fluxo comercial.
A aplicação de recursos na agricultura familiar aumentou a disponibilidade de produtos agrícolas nas centrais de abastecimento e nas feiras livres municipais com evidente retração nos índices de desnutrição/sub nutrição e alem disso refletiu no volume de recursos emprestados ao agronegócio pelo Banco do Brasil e o consequente crescimento do lucro do banco.
A contrapartida dos programas assistencialistas repercutiu na saúde através do acompanhamento e controle das Cadernetas de Vacinação e na distribuição da merenda escolar atacando o fantasma da Desnutrição/Subnutrição e repercutiu na educação com o aumento nas taxas de matriculas e de Freqüência escolar.
A partir do uso da experiencia em financiamento da construção civil acumulados pela Caixa Econômica, o programa assistencialista de construção de moradias populares reanimou o mercado de Construção Civil e o reflexo positivo sobre o numero de empregos com carteiras assinada é surpreendente tanto quanto o aumento nos lucros da Caixa Econômica.
O forte crescimento do consumo interno a partir da inclusão social e crescimento do comercio exterior a partir de uma agricultura/pecuária, ambas com alta produtividade e impulsionadas por recursos financeiros aplicados e mais ainda a alta demanda por commodities pelo mercado internacional garantiu um crescimento econômico evidenciado em todos os índices econômicos apresentados e evidenciou o reflexo disto no nível de emprego que é facilmente verificado pelo crescimento da media anual de contratação com carteira assinada.
Todos num contexto de per si e a Sociedade num contexto de Nação se beneficiaram diretamente com os resultados da Politica de Inclusão Social com Distribuição de Renda. Logicamente, o grau de atendimento de demandas foi excepcionalmente mais alto nas camadas mais baixas da população que a partir dali, podem ser chamado "Grupo dos Incluídos".
Para os ricos proprietários da estrutura Industrial/Comercial/Financeira/Bancária, apesar da redução da desigualdade social com distribuição de renda, o ambiente de lucratividade pode ser observado nas taxas de crescimento dos bancos e nas altas taxas de crescimento da Produtividade. O crescimento dos níveis de investimento da Petrobras com a politica de conteúdo nacional alavancou o parque fabril nacional com desafios de crescimento do intercambio de tecnologia com os seus pares internacionais, a industria de construção e montagem industrial alcançou o seu auge com a reativação da industria naval, com o Projeto de Transposição do São Francisco, com alta demanda estabelecida pelos projetos de aumento da capacidade de refino na Petrobras com implantação da Refinaria Abreu e Lima e projetos nas refinarias já existentes e posteriormente com o plano de implantação do COMPERJ e das Refinarias Premium no Ceará e no Maranhão. Alem disso, a descoberta de petróleo no Pré Sal que trouxe intrinsecamente a necessidade de investimentos de valores astronômicos em tecnologia de materiais, tecnologia de exploração, tecnologia de logística. Neste nicho de mercado a euforia foi ainda maior com a definição do Brasil como sede da copa do mundo em 2014 e dois anos depois das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016. Ainda podemos também relacionar o PAC que intensificou os projeto de infraestrutura com os investimentos maciços em Ferrovias, estrutura portuária e as concessões de estradas de rodagem e Aeroportos. Em assim sendo, o grupo dos ricos e assemelhados viveram os melhores anos da historia no Brasil.
No grupo dos políticos não alinhados, o trabalho de oposição ficou claramente destilando os efeitos das denuncias de corrupção consolidadas no que se chamou de Mensalão, uma especie de plano de controle das votações no Congresso baseado em "compra de votos" e distribuição de cargos comissionados na estrutura do Poder Executivo capitaneado pelo José Dirceu, devidamente julgado e punido. O grupo politico não alinhado, trabalhou como se espera numa relação politica de oposição. Apesar do trabalho de desconstrução da imagem do PT iniciada pela Midia comprometida, não abalou a credibilidade do governo pois a popularidade do Presidente Lula alcançava índices jamais ocorridos e que ao final do mandato alem de eleger a sucessora ainda era reconhecido como bom ou ótimo por mais de 80% da população.
De todos os grupos avaliados o único que viveu situações desagradáveis neste período de satisfação majoritária, foi a classe média. Este grupo de pessoas, que não são pobres e nem são ricos, que se constituem e sobrevivem historicamente dos salários privilégiados devido à uma boa formação conseguida na maioria das vezes em estruturas públicas e complementadas pelas benesses concedidas pela estrutura contratante (públicas ou privadas) à suas equipes, concentrando assim um poder aquisitivo próprio e subsidiado que lhes dá uma sensação de burguesia moderna.
Esta turma, passou a conviver com aviões lotados, alguns diziam que os Aeroportos, que normalmente serviam como ponto de encontro sofisticado, passou a ter uma semelhança com estações rodoviárias, reduto conhecido pela grande utilização pela classe pobre. Nos restaurantes e shopping centers passaram a conviver com pessoas sem o hábito de frequentar estes locais mais sofisticados, nas universidades privadas conceituadas reduto, de "mauricinhos e patricinhas", agora o aluno pobre oriundo de escolas publicas passou a frequentar com o Prouni e Fies com fiador. Pobre agora tem Cartão de Crédito, Pobre agora tem Plano de Saúde, Pobre agora viaja de Férias às vezes até para o exterior (notadamente Argentina, Chile e Orlando) pagando em 24 vezes pelo crediário.
Algo tinha que ser feito, é sempre assim!
A titulo de esclarecimento, posso recordar os idos dos anos 60 quando começou a queda de qualidade da escola pública em decorrência da falta de prioridade que a Educação passou a conviver nos planos dos governos da ditadura militar, a classe média não hesitou em fomentar o crescimento das escolas particulares para garantir aos seus filhos o privilégio de uma boa formação. E sequer participou das campanhas que exigiam dos Governos uma mudança estratégica em relação à Educação. A classe média não se mistura com esquerdistas!
Com a alta concentração urbana ocorrida nesta mesma época os serviços de saúde entraram em colapso. A classe média não hesitou mais uma vez em criar os famigerados planos de saúde.
Hoje, como consequência do desgoverno que ocorre a partir da deposição da presidente Dilma, os serviços públicos prioritários entraram em colapso, saúde, educação, transporte, tudo. Neste quadro, as crianças e jovens fora da escola e tendo que trabalhar para ajudar na renda da família onde os pais estão desempregados, são presas fáceis para o crime! o trafico de drogas e a prostituição. A ausência da autoridade do estado nestas zonas de pobreza abre caminho para ação criminosa de traficantes e milicianos. Como o trafico de drogas só cresce fomentada que é pelo consumo desta classe média, as disputas de poder em áreas conflagradas se acirra e a violência sai da periferia e se espraia nas avenidas. O pobre da periferia já se acostumou com este quadro de violência mas a classe media não. A classe média está acuada. e tem que achar uma solução e a solução é atacar a violência com violência. .O que fazer? Não hesitaram mais uma vez, associados à midia comprometida, passaram vislumbrar um ambiente de privilégios que a Ditadura Militar lhes proporcionou como uma meta a alcançar e que os pijamas "verde oliva" nunca deixaram de sonhar!
Estava decidido!!! a classe Média quer a Ditadura Já!!!
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