em prática uma política econômica que trouxe resultados positivos para o Brasil
em diferentes aspectos. O controle da inflação e a garantia da estabilidade do
Real foram focos do governo Lula, pois o grande temor, principalmente do mercado
financeiro, era de que o governo Lula não conseguiria controlar esses índices.
Assim, na questão da inflação, o governo Lula iniciou o mandato com uma inflação
de 12,53%, herdada do governo de FHC. Em 2006, a inflação havia alcançado 3,14%,
e Lula encerrou seu governo com a inflação em alta, fechando em 5,90% |2|.
Outros índices econômicos do governo Lula também foram positivos, como o
crescimento do PIB. Isso, em grande parte, aconteceu pelo crescimento econômico de
países como a China, que se transformou na principal parceira econômica do Brasil.
Durante os anos do governo Lula, o PIB brasileiro teve um crescimento médio
de 4% ao ano |3|. Esse cenário de crescimento econômico, conforme citado,
ancorou-se, sobretudo, no crescimento das exportações de matérias-primas e
commodities do Brasil para nações em vertiginoso crescimento, como a China.
Para se ter uma ideia do crescimento da participação da China na economia
brasileira, em dados de 2017 divulgados pelo governo, os três principais produtos
de exportação do Brasil tiveram como principal comprador a China:
Soja: foi responsável por 78,97% das exportações do Brasil;
Minérios de ferro: foi responsável por 54,13% das exportações do Brasil;
Petróleo: foi responsável por 44,22% das exportações do Brasil.
O fortalecimento da nossa economia durante esse período (2003-2007) foi o grande
responsável pelo fato de os impactos da crise econômica de 2008 terem sido
reduzidos no Brasil em comparação com o cenário internacional.
Impactos na economia fizeram-se sentir no PIB, por exemplo. Esses impactos não
foram mais bruscos porque o governo tomou medidas que incentivaram o consumo
interno.
Outras questões relacionadas diretamente à economia que tiveram resultados
positivos durante o governo de Lula foram a criação de empregos e a melhoria da
condição econômica de grande parte da população. A respeito disso, destaca-se a
criação de cerca de 10 milhões de empregos formais, além do crescimento da
classe C, que esteve diretamente ligado com o crescimento do salário-mínimo no
período e com o aumento da disponibilização de crédito.
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