sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O legado dos 13 anos do PT no poder em cinco indicadores internacionais.


O legado dos 13 anos do PT no poder em cinco indicadores internacionais.
(pesquisa que fiz nos sites de algumas entidades serias como a BBC Brasil)


1. Ranking das maiores economias

Em 2002, o Brasil ocupava a 13ª posição no ranking global de economias medido
pelo PIB em dólar, segundo dados do Banco Mundial e FMI.
Chegou a ser o 6º em 2011, desbancando a Grã-Bretanha, mas voltou a cair.

2. IDH e combate a pobreza

 A nota do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que era de 0,649
no início dos anos 2000, chegou a 0,755 hoje, o que indica uma melhora.

A pesquisa considera indicadores como a esperança de vida ao nascer, a expectativa de anos de estudo e a renda per capita. Como resultado, cada país recebe uma nota que vai de 0 a 1.

No relatório da ONU de 2015 sobre o índice, o Bolsa Família é retratado como uma espécie de modelo de programa social bem-sucedido. "Desde que o programa foi lançado, milhões de brasileiros deixaram a extrema pobreza.
E por volta de 2009 o programa havia reduzido a taxa de pobreza em 8 pontos percentuais.

"Para Otaviano Canuto, diretor-executivo para o Brasil no FMI", políticas sociais para potencializar mudanças estruturais" são de fato "um grande legado" dos governos do PT.
Canuto defende, porém, que "há hoje necessidade de passar a limpo, ver relação
entre custo e resultado do leque de políticas sociais que estão embutidas no
orçamento.  Aquelas como Bolsa Família, que são demonstradas como eficazes e
a baixo custo, devem ser intocáveis", opina.

Também é destacado o aumento da escolaridade no país e avanços no combate a miséria,
o que vai ao encontro da avaliação de especialistas consultados pela BBC Brasil,
 que veem nas políticas sociais o maior legado positivo dos 13 anos do PT no poder
no Brasil.



3. Gini - Desigualdade

Outro indicador que também teve uma melhora foi o da desigualdade. O coeficiente Gini do Brasil, nos cálculos do Banco Mundial, passou de 58,6, em 2002, para 52,9, em 2013 (último dado disponível).

O Gini é um indicador que mede desigualdade de renda e vai de 0 a 100
(0 representa total igualdade). Ou seja quanto menor Melhor!

Em 2014, um relatório da ONU sobre o tema também registrou uma queda significativa da desigualdade no Brasil na última década, com o Gini passando, nos cálculos das Nações Unidas, de 54,2 para 45,9.

"Já houve momentos em que a economia brasileira cresceu com um aumento da
desigualdade, como nos anos 60 e início dos 70. Na época, o crescimento favoreceu os mais ricos e a alta classe média", diz Sánchez-Ancochea.

"Isso mostra que mesmo com o boom das commodities impulsionando a economia
brasileira, a trajetória dos índices de desigualdade no país poderia ter sido
diferente não fossem essas políticas adotadas (durante o governo do PT).
O legado (do partido) nessa área é grande."

4. Percepção de corrupção

Segundo o coordenador da Transparência Internacional, a percepção da organização é de que o país avançou no combate à corrupção desde 2002.

"É complicado dizer se a corrupção ficou menor ou maior porque a corrupção é
um fenômeno oculto - a única que aparece é a que foi pega. Mas para nós o que
interessa é se há mais combate ao problema - e nesse ponto parece que o Brasil
 está de fato avançando", opina.

"Tivemos uma evolução institucional grande e um aumento da sociedade. Hoje temos a lei contra a lavagem de dinheiro, a lei anticorrupção, a da ficha limpa,
de acesso a informação e etc. Instituições como o Ministério Público,
a Polícia Federal e o próprio sistema judiciário também têm demonstrado
grande autonomia."

5. PISA - Educação

Em 2000, primeiro ano em que o Brasil fez parte do Programa Internacional de
Avaliação de Alunos (PISA), da OCDE (a organização dos países ricos), o país
ficou em último lugar entre 32 nações.

 O programa tem como objetivo avaliar e comparar o resultado de sistemas
educacionais no mundo por meio de uma série de testes aplicados a estudantes.

No último relatório, publicado no final de 2013, agora com dados de 65 países
(alguns ricos, como Japão, Suíça e Alemanha, o Brasil ocupou a posição 55 no
ranking de leitura, 58 no de matemática e 59 no de ciências.

Ou seja, comparativamente avançou em relação ao 2000, ainda que pouco.
Para Melguizo, da OECD, porém, é natural que a melhora tenha sido lenta porque a
grande conquista do país nos últimos anos foi na questão da "cobertura do sistema",
 ou seja, no acesso à escola e universidades.

"Esse era um processo necessário. Falta agora avançar na questão da qualidade
do ensino e também na educação para o trabalho. Mas não acho que devemos ver essa
melhora lenta com pessimismo", diz ele."Na questão da cobertura o avanço foi
significativo."

Castro Neves, do Eurasia Group concorda: "Considero a expansão do acesso a educação
como parte do legado social positivo (dos anos de governo do PT), embora certamente
falte melhorar a questão da qualidade."


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