domingo, 24 de agosto de 2025

Entendendo a consistente manipulação da Oligarquia Fascista do Brasil


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Numa analise leiga, portanto, sem dispor do rigor acadêmico de um historiador/sociólogo/antropólogo, pus-me a colocar em uma linha histórica alguns fatos, que considero, caracterizam a formação cultural/econômica/política do Brasil.

Em 525 anos, desde a chegada das caravelas de Cabral, o poder decisório sobre o território/pessoas, sempre esteve sob o comando de uma "elite" empoderada. 

Inicialmente a coroa Portuguesa apossou-se das terras, ignorando as populações presentes, implantando um regime que hoje se assemelharia a administração de uma "grande fazenda" d'além-mar. O objetivo primário era o extrativismo e o método o escravismo. Diziam trazer a “civilização”, mas na realidade trouxeram doenças e o propósito de dominação. Usavam a "igreja" para aplacar a "rebeldia" dos efetivos donos da terra.  O resultado foi a dizimação dos povos originários. Salvaram-se apenas os que se embrenharam nas matas. A opção então foi a importação de mão de obra escrava para garantir os resultados econômicos/financeiros da "grande fazenda".  

    • Ciclos Exploratórios - 
Durante os três séculos iniciais a toada foi esta. Os apadrinhados da corte se instalaram e desenvolveram as diversas formas de aprimorarem as táticas de exploração das benesses da terra. Assim, vieram os diversos ciclos de exploração - Pau Brasil, Cana de Açúcar, Ouro, Café...... Paralelamente todo um contexto de estruturação social foi elaborado para suportar a sanha extrativista escravocrata.

    • Transferência da Corte Portuguesa - 
Em função de aspectos geopolíticos da época (1808-1821) a corte Portuguesa mudou-se para o Brasil e então a "grande fazenda" foi promovida a "reino unido de Portugal". 
Uma forte estruturação administrativa foi instalada dando à cidade do Rio de Janeiro ares de uma "capital do reino". O contexto social também passa por uma reestruturação, entretanto no contexto empresarial, os métodos de produção de recursos continuaram os mesmos. A mudança mais marcante aconteceu no relevo social quando então os donos de fazenda ou donos de minas, passaram a frequentar a "corte", transformando-se em "aristocratas". 
A bem da verdade, algumas estruturas importantes foram criadas, Iluminação pública, Abertura dos Portos, Banco do Brasil, Jardim Botânico, Imprensa Régia, Escola de Anatomia, Escola de Medicina na Bahia, Escola de Direito em Olinda e São Paulo (estes cursos de direito só aconteceram depois da Independência) entretanto a estrutura econômica ainda se manteve essencialmente agrícola e mineradora mantendo a forte experiência extrativista e baseada no escravismo.

    • Independência- 
A permanência da corte no Brasil foi breve, apenas 13 anos terminando em 1821. No ano seguinte ao retorno da corte à Lisboa a insatisfação da oligarquia brasileira com intenção da corte de retornar o Brasil à condição de colônia mais o antigo incomodo com os impostos cobrados pela família real gerou o movimento que culminou com a independência do Brasil, quando o filho do rei, Pedro, então príncipe regente assume a condição de Imperador do Brasil. Entretanto nenhuma mudança no controle do poder decisório. Os grandes fazendeiros continuaram a mandar nos destinos do atual Império. usando uma expressão portuguesa para resumir o fato podemos citar: "tudo como dantes no quartel de Abrantes"

    • Fim da Escravidão e o Golpe Militar da Proclamação da Republica - 
Em maio de 1888 com a abolição da escravatura, resultado de um movimento abolicionista que se evidenciou desde 1870 e sob forte pressão estrangeira, o Império Brasileiro impõe um golpe mortal à oligarquia brasileira que passa a ter que pagar pela não de obra. notadamente no setor agrícola. Como retaliação os escravos foram jogados ao léu e colonos europeus e asiáticos foram incentivados a chegar ao Brasil. Pouco mais de um ano depois a monarquia brasileira sofre um golpe de estado militar e foi banida com a proclamação da República.  Veja o panorama geral da Republica recém proclamada:

Agricultura -  A agricultura no Brasil pós-abolição da escravidão passou por grandes transformações, mas também enfrentou desafios significativos na integração dos ex-escravizados na nova ordem social e econômica. A abolição não veio acompanhada de políticas eficazes para garantir a inclusão dos libertos no mercado de trabalho e na sociedade, resultando em marginalização e desigualdade. 

Industria - O processo de industrialização começou no século XIX (Visconde de Mauá) com as primeiras manufaturas ( Estaleiros, Fundição de Ferro), mas foi a partir da década de 1930 que ganhou força, impulsionado pela crise dos EEUU de 1929 e pela política de substituição de importações. Somente nos anos Getúlio Vargas (Estado Novo 1937-1945) e depois Juscelino Kubitschek (1956-1960) e mais tarde Geisel (1974-1979) é que experimentamos alguma forma de industrialização, mas marcante.

Educação - Apesar de iniciativas isoladas, ainda que limitadas, de educação durante o período colonial e imperial, nunca houve uma preocupação de formação acadêmica da população em geral, o ensino superior na corte era uma prerrogativa dos bem nascidos ou "fidalgos".  Somente após 30 anos da Proclamação da República, na década de 1920 é que foi criada a primeira Universidade Federal no Brasil. A educação básica existia desde o período colonial/imperial, mas era fortemente dominada por uma visão da igreja notadamente catequética.

Politica - A Republica Brasileira desde a proclamação foi marcada pela efervescência política que culminou em pelo menos 9 golpes de estado e/ou tentativas de golpe. A começar pela própria proclamação e culminando com a última tentativa em 8 de janeiro de 2023. A sensação que fica é que os interesses de cada grupo econômico suplantam o interesse de forjar uma republica forte. Desde 1891, foram promulgadas seis constituições federais das quais somente quatro foram elaboradas por assembleias constituintes e duas foram outorgadas por ditadores (1937 e 1967). A Constituição Federal de 1988 já é a mais longeva só perde para a Constituição de Pedro I que durou de 1824 a 1890.    

    • A difícil tarefa de formação de uma Identidade Nacional
Este breve resumo histórico demonstra que nunca houve a preocupação da formação de um sentimento de NAÇÃO. salvo o período pré Independência quando a oligarquia brasileira se insurgiu contra a cobrança de impostos. 

Três etnias, três propósitos - A pretensa identidade nacional brasileira seria consequência da confluência de diversas etnias e culturas — indígenas, africanas e europeias — o que resultou em uma grande diversidade cultural e social. Vale ressaltar que os propósitos de cada grupo aqui reunidos eram essencialmente diferentes e contraditórios. Os povos originários sentiam-se invadidos, os africanos, tratados como animais, vieram forçados, os europeus agiam como saqueadores. Um processo histórico complexo, marcado por períodos de colonização, escravidão e desigualdades sociais impostas pela elite branca, e com o agravante do regionalismo causado pela diversidade geográfica do Brasil. Tudo isso afastou a possibilidade do surgimento de uma Nação. Não se desenvolveu um senso de pertencimento.  

A falta do sentimento que congregue -  Não se percebe a vibração de um sentimento nacionalista. Em raros momentos experimenta-se um fervor nacionalista, uma fugaz sensação de pertencimento, como por exemplo quando da atuação da Seleção Brasileira de Futebol, até pouco tempo atrás, um raro momento de orgulho nacional. A camiseta da seleção era considerada um manto sagrado. Hoje nem mais isto consegue vibrar a população. 

O Complexo de "Vira-latas" - O pior de tudo é que a "elite dominante" não conseguiu coexistir com a democracia e tem buscado incansavelmente nestes mais de 130 anos de Republica a substituição da "corte portuguesa" pelo império hegemônico do momento- Já se sujeitou à Coroa Britânica e hoje lambe botas dos EEUU. 

    • Desigualdade Social - Resultado da Ganancia- 
Chegamos ao final do quinto século com todos os índices Socioeconômicos caracterizando um sistema oligárquico com concentração de renda, marginalização de pretos, pobres e periféricos e uma classe média que se locupleta com os privilégios e ajuda a manter os marginalizados segregados na miséria. Ostentando baixos índices de educação (apenas 6,8% da população com formação superior), alta taxa de mortalidade infantil, 10,4% da população brasileira vivia em condições de subnutrição e tantos outros índices que evidenciavam os contrastes de uma desigualdade construída: Uma "BelIndia" - termo popularizado pelo economista brasileiro Edmar Lisboa Bacha para descrever uma realidade social brasileira marcada por grandes desigualdades, onde um país rico como a Bélgica coexiste com um país pobre como a Índia(da época)

    • Mudando a Escrita - Mandatos Populares- 
Eis que no início do sexto século, pela primeira vez em 500 anos, um presidente de origem popular é eleito e assim desbanca a chamada "elite dominante". Uma verdadeira revolução se inicia e o povo a mantém por quatro mandatos sucessivos demonstrando um processo de desenvolvimento de um senso de nacionalismo, ainda que incipiente. Antes que este relato possa ser interpretado como uma manifestação panfletária com viés ideológico passional, em uma análise fria, esta mudança para um mandato popular, afigura-se claramente como um ponto de inflexão no comando do país e a proliferação de políticas públicas de inclusão social e fortalecimento das instituições democráticas asseguram que é indiscutível a mudança de rota e o fortalecimento da sensação de nacionalidade.

    • Reação da Oligarquia- 
Porém a oligarquia brasileira não se dá por vencida e em 2016 aplicam o golpe parlamentar com o impedimento da Presidenta Dilma e em 2018 com um processo de guerra jurídica (lawfare) condenam, sem provas, o presidente Lula à prisão, retirando-o da eleição quando liderava todas as pesquisas de intenção de voto. De 2016 a 2022, uma série de políticas públicas, sociais e trabalhistas, vitoriosas foram eliminadas ou desvirtuadas debilitando boa parte das conquistas alcançadas nos mandatos populares, O Brasil voltou para o mapa da fome, o gerenciamento da exploração de petróleo do Pré-Sal foi completamente desvirtuado. A Petrobrás foi esquartejada e parte privatizada, a indústria de Engenharia de construção foi aniquilada, o desemprego alcançou os patamares mais altos da história. Terra arrasada!!!

    • A retomada do mandato popular- 
Os processos contra o Lula foram cancelados por incompetência e suspeição do juiz e ele voltou a concorrer e vencer para um terceiro mandato, agora num quadro de ampla divisão da população proporcionada pelo império das notícias falsas veiculadas nas redes sociais sob o patrocínio de uma elite econômica, que boicota o crescimento do Brasil como nação. 

Os principais programas do governo Lula, tanto em seus mandatos anteriores quanto no atual, abrangem áreas como combate à pobreza, educação, saúde e desenvolvimento econômico. No primeiro mandato, destacaram-se o Fome Zero, que buscava erradicar a fome no país, e o Bolsa Família, um programa de transferência de renda com condicionalidades. Além disso, houve iniciativas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e o Mais Médicos, que visam ampliar o acesso à educação profissional e à saúde, respectivamente.

No governo atual, o Bolsa Família foi reformulado e ampliado, buscando maior impacto na redução da pobreza e desigualdade. A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até 2 salários mínimos e a reforma tributária são outras medidas já aprovadas. O governo também tem como prioridades o desmatamento zero na Amazônia e a busca por emissão zero de gases do efeito estufa, demonstrando um compromisso com a sustentabilidade. A isenção de imposto de renda está sob análise do Congresso, A ONU informou que o Brasil saiu do Mapa da Fome pela segunda vez. O Brasil retorna ao cenário internacional com a presidência temporária do G20 e do BRICS e como anfitrião da COP30 em Belém do Pará e vivendo no momento sob uma chantagem do governo dos EEUU que taxou em 50 % parte das exportações brasileiras. 

Além desses, outros programas e ações incluem:

Combate à Pobreza: Além do Bolsa Família, do BPC - Benefício de Prestação Continuada, o governo tem investido em outras iniciativas para reduzir a pobreza e a desigualdade social.

Inclusão Social: Reestruturação do Cadastro Único que estabelece critérios e condicionalidades para atender os programas Minha casa-Minha Vida, Bolsa Família, Farmácia Popular e outros 

Geração de Emprego e RendaCrescimento real do SM, Correção IR - O governo busca estimular a criação de empregos e a geração de renda para a população, com foco em setores estratégicos da economia.

Saúde: Revitalização do SUS, Samu, Mais Médicos, Policlínicas e outros - A ampliação do acesso à saúde e a melhoria da qualidade dos serviços são prioridades, com foco na atenção básica e na prevenção de doenças.

Educação: Merenda Escolar, Atualiza Bolsas de Estudo, Pé de Meia, Institutos Federais, Escolas Integrais, Creches - A educação continua sendo uma área prioritária, com foco na expansão do acesso à educação em todos os níveis e na melhoria da qualidade do ensino. 

Infraestrutura: O PAC III - O governo tem investido em obras de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país.

Incentivo à Industria: Plano governamental de implantação da nova política industrial criada com o objetivo de contenção da desindustrialização brasileira

Incentivo à Agricultura: O Governo tem investido maciçamente nos Planos Safra e Planos Safra de Agricultura Familiar alcançando recordes de produção de grãos e exportações de soja. Reestrutura o CONAB 

 Desenvolvimento Regional: O governo busca reduzir as desigualdades regionais, com investimentos em projetos e ações que visem o desenvolvimento econômico e social das diferentes regiões do país.

Retorno ao Cenário Internacional: G20, BRICS, COP30, MERCOSUL - O governo reassume a condição de importância internacional abandonando a condição de pária que o governo anterior deixou. O Brasil voltou a pautar os temas como: Mudança da Governança Mundial, Combate à Fome, Defesa da Multipolaridade e livre Comercio, Transição Energética e Proteção do Meio Ambiente.

Esses são apenas alguns exemplos dos principais programas do mandato popular, que visam promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. 

    • "A cadela do fascismo está sempre no cio" (Bertoldt Brecht)- 
Aqui me permito um posicionamento ideológico em favor do mandato popular, Apesar do sucesso evidente das políticas econômicas que geram os melhores índices macroeconômicos (crescimento do PIB, Superávit da Balança Comercial, Crescimento da Massa Salarial, Taxa de desemprego, Inflação em queda, Taxação do Dolar sob controle, etc.) mesmo com a taxa de juros SELIC em alta e também o sucesso das políticas de inclusão social que geram efeitos reais na qualidade de vida da população, existe uma estratégia de desinformação aplicada pela imprensa, onde pesquisas de opinião encomendadas, editoriais que disseminam a sensação de descontrole dos gastos públicos, além do foco excessivo no noticiário sobre o processo judicial em julgamento no STF, sufocam a opinião pública e não deixa espaço para noticiar os sucessos consistentes do atual governo. A sensação é que não se quer que a verdade dos fatos apareça. A velha Oligarquia manipuladora em ação. Para o Antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, as elites brasileiras demonstram um traço antinacionalista ao se alinhar a interesses externos mesmo contra a estabilidade interna. É inacreditável ver setores comemorando sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Isso ultrapassa a nossa mais fértil e pessimista imaginação. Essas elites recusam Lula porque recusam o próprio país”,
  
Farão de tudo para desestabilizar o governo e tentar interferir, ainda que pela desinformação e notícias falsas, no resultado das urnas em 2026. Não conseguirão!! A população está "vacinada".  
 

  


2 comentários:

  1. O texto é uma análise histórica do Brasil, apresentada de forma cronológica, com foco nas estruturas de poder e desigualdade social. O texto se propõe a fazer uma "análise leiga", e isso se reflete na linguagem e na estrutura do texto. Há uma intenção clara de resumir a história brasileira em uma narrativa coesa e acessível, o que é um ponto positivo para atingir um público mais amplo. A narrativa é fluida e mantém o foco no argumento central: a perpetuação de uma elite no poder e a consequente desigualdade social.
    A tese de que o Brasil foi e continua a ser dominado por uma "elite empoderada" que prioriza o extrativismo e seus próprios interesses em detrimento do bem-estar social é o fio condutor de toda a análise. O autor usa a história como pano de fundo para sustentar essa visão, o que confere consistência ao seu ponto de vista.

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  2. O texto analisa a formação socioeconômica e política do Brasil, argumentando que o país foi consistentemente moldado por uma elite dominante desde sua colonização. Aborda os ciclos exploratórios, a transferência da corte portuguesa, a independência e o fim da escravidão, destacando como essas transformações mantiveram as estruturas de poder e desigualdade. O autor também discute a dificuldade na construção de uma identidade nacional e o surgimento de mandatos populares como um ponto de inflexão, apesar da persistente oposição de uma oligarquia que busca desestabilizar governos e reverter avanços sociais. O artigo conclui com uma lista de programas governamentais atuais voltados para o desenvolvimento econômico e social, enfatizando a resiliência da população contra a desinformação.

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