Lá se vão alguns quarenta e tantos anos. Tempos de adolescência,
de paixões, de decisões precipitadas, de indecisões, tempos de pressa, muita
pressa. A ansiedade natural deste tempo parecia nos dizer que tudo poderia
"acabar" daqui a pouco e a ideia básica era aproveitar
(experimentar). A turma de amigos, aliás a Patota, sempre muito grande e
diversa e na maioria das vezes frequentando os mesmos programas. Encontrar a
patota nos points era fácil. Belos tempos, belos dias!
Mas aí veio a Vida!
Vestibular, turma da escola, provas sem fim, mais tarde estagio, namorada firme, formatura, emprego (Deus sabe onde), casamento, compra do apartamento, do carro, prestações, filhos e quando nos damos conta, a vida tomou conta de nós e definiu horizontes.
Vestibular, turma da escola, provas sem fim, mais tarde estagio, namorada firme, formatura, emprego (Deus sabe onde), casamento, compra do apartamento, do carro, prestações, filhos e quando nos damos conta, a vida tomou conta de nós e definiu horizontes.
Como que num freio de
arrumação, uma música ou um filme ou uma viagem nos faz lembrar daquelas tardes de
domingo, tardes de sábados. Tardes e noites de todos os dias da semana.
E daí chegam à mente as perguntas do tipo: Onde estará Fulano? Que fim levou aquela menina gostosona? Por onde anda o meu primeiro Amor? Consultas aos irmãos que também faziam parte da patota e as informações são no mínimo desencontradas. Nada muito seguro. O que sei é que bate uma saudade danada e imediatamente após, como uma explosão de ansiedade juvenil passamos a avaliar o nosso roteiro de vida na expectativa de encontrar as justificativas por tamanho desencontro, tamanho desencanto. Algumas vezes ainda bate aquela sensação horrível do E se?
E daí chegam à mente as perguntas do tipo: Onde estará Fulano? Que fim levou aquela menina gostosona? Por onde anda o meu primeiro Amor? Consultas aos irmãos que também faziam parte da patota e as informações são no mínimo desencontradas. Nada muito seguro. O que sei é que bate uma saudade danada e imediatamente após, como uma explosão de ansiedade juvenil passamos a avaliar o nosso roteiro de vida na expectativa de encontrar as justificativas por tamanho desencontro, tamanho desencanto. Algumas vezes ainda bate aquela sensação horrível do E se?
No meio desse devaneio, um
filho bate à porta, adentra o ambiente e faz um comentário qualquer sobre a política
atual ou mesmo sobre o próximo jogo de futebol do nosso time. Desperto do sonho
que tive acordado. Tempo bom!
A vida agora é mais tranquila,
mais previsível, muita coisa acontecendo, mas numa marcha mais lenta, mais previsível.
As ferramentas disponíveis na tecnologia de informações me atiçam a vontade de pesquisar o paradeiro de algumas pessoas mais queridas e eis que como que num passe de mágica começo a descobrir paradeiros estranhos e nunca antes imaginados, começo a descobrir pessoas ao redor do mundo e imagino que tipo de situação levou a "minha patota" para tantos destinos distantes.
As ferramentas disponíveis na tecnologia de informações me atiçam a vontade de pesquisar o paradeiro de algumas pessoas mais queridas e eis que como que num passe de mágica começo a descobrir paradeiros estranhos e nunca antes imaginados, começo a descobrir pessoas ao redor do mundo e imagino que tipo de situação levou a "minha patota" para tantos destinos distantes.
Começo então a descobrir "personalidades" que jamais imaginei pudessem ter saído daquela patota. Aquela
menininha calada, pacata agora era uma agitadora defendendo causas tão
aguerridamente decidida que não fosse o bom humor e o sarcasmo característico
não reconheceria como se ela fosse.
Encontrei aquele velho amigo
inteligente e gozador, agora avô de um sem número de netos procurando algo para
preencher o tempo, numa vida pra lá de previsível, num ambiente gelado do norte
das Américas.
Encontrei pessoas nos quatro
cantos do mundo. A morena bonita que hoje é matrona, na Itália. A pirigueti que
hoje é madame, na Alemanha, o colega engenheiro que vive de mochila e bicicleta
nas montanhas da Ásia vivendo um ano sabático. Um outro colega que ainda
trabalha, na Alemanha. Aqui no Brasil, descobri alguns. Uns
ainda na terrinha sem muitas mudanças significativas além da idade avançada e uma vasta coleção de histórias.
Outros tantos, pelo pais afora.
Um vivendo o estilo paulistano, mas tão paulistano que até votou no PSDB, outros mais tranquilos vivendo aqui perto de mim no Rio de Janeiro.
Mas ainda faltam muitos que gostaria muito de encontrar!
Outros tantos, pelo pais afora.
Um vivendo o estilo paulistano, mas tão paulistano que até votou no PSDB, outros mais tranquilos vivendo aqui perto de mim no Rio de Janeiro.
Mas ainda faltam muitos que gostaria muito de encontrar!
Com uns poucos enredei, via
redes sociais, um novo acompanhamento á distância. Para minha surpresa e grande
satisfação encontrei em Portugal/Sintra uma menininha tímida e caladona que
sempre gostei muito. Descobri que esta moça desenvolveu um espirito brincalhão, crítico e gozador com
postagens inteligentes e às vezes tão desaforadas, que às vezes chegam às raias da loucura, no melhor
estilo baiano!
O interessante disto tudo é que
quando encontrei alguns poucos amigos da patota, ao contrário daquele
"sonho acordado" após aquele freio de arrumação na memória, não
sentimos necessidade de conversar sobre os "Como", os "Porquê" e os "Pra quê"! Começamos uma nova fase desta nossa
vida em "patota" agora eletrônica aproveitando tão somente a postagem publicada! com alguns "Curtir", "Comentar" e/ou
"Compartilhar".Vida que passa!!!!
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