domingo, 22 de maio de 2022

Carta aos Aventureiros Djoe & Iris

Meus queridos Aventureiros!

Conforme prometido na última mensagem enviada, tenho alimentado a vontade de escrever algumas linhas sobre o impacto que me causou conhecer a história da saga Coragem na Bagagem na entrevista que Vocês deram ao Chico Abelha.
Sou um abnegado observador do comportamento humano, do relacionamento humano com a natureza, da evolução natural do ser humano como um ser social e da influência do ambiente próximo com este trinômio "comportamento&relacionamento&evolução". Daí a minha relação já mais antiga com o canal do Chico Abelha que tive o privilégio de conhecer quando pesquisava a evolução da bioconstrução nos rincões deste nosso Brasil.
Outras histórias/trajetórias existem disponíveis na Internet e de quando em vez deparo-me com narrativas de aventuras, turismo "barato" e desafiador, resiliência, mudanças de estilo de vida, etc., etc., etc.
Com Vocês foi diferente, além de todos estes fatores citados que de certa forma também percebo na Saga Coragem na Bagagem, percebi algo mais.
Apesar de reconhecer a importância do conhecimento disponível na academia, abdicaram do "enquadramento" académico, perdendo assim o acesso aos protocolos, procedimentos, desenvolvimentos formais, em troca de uma abrangência maior no trato com a vida real, ampliando assim a capacidade de observação e experimentação que só a liberdade de viver e sobreviver um dia de cada vez oferece. Abdicaram do "Capelo" (chapéu de formando) mas candidatam-se a ganhar uma "Aura" de conhecimento só disponível para os ousados! (ficou meio poético! mas foi assim que percebi).
A força da Vontade que só os aventureiros conhecem e gerenciam.
O carinho e dedicação que Vocês demonstram entre si que se transforma numa espécie de apoio mútuo que mantém a determinação de continuar. O Amor como esteio!
A experiência da primeira viagem à Montevidéu quando experimentaram e reconheceram as primeiras limitações e o potencial para vencer os desafios que haviam de vir.
Reconhecimento do planejamento como principal ferramenta de administrar limitações X determinação.
O posicionamento filosófico de determinação de um padrão de Dignidade Mínima, como condição básica na luta contra a desigualdade social.
O exercício da humildade de passar o chapéu após uma apresentação de show de violão e pandeiro, ou de pedir sobras em restaurantes, ou ainda pedir abrigo para um banho e/ou armar a barraca.
A determinação de aprender a manusear aparelhos, equipamentos e métodos para apresentar cada vez melhor os resultados das observações que a viagem proporciona e assim poder monetizar a aventura.
Já se vão mais cinco anos, confesso que não vi todos os vídeos, publicações e stories do Instagram, mas os que vi me deram esta dimensão que lhes apresento nestas linhas.
A única coisa que não posso deixar de anotar é que lá atrás, há mais de cinco anos uma decisão foi tomada e isto tem uma importância significativa no desenrolar da vida. Vocês têm a obrigação de usar todas as suas ferramentas de observação e análise ao longo desta trajetória para que a cada instante ou mesmo ao final, daqui há um tempo longínquo, não reste somente uma linha de percurso no mapa.

A minha expectativa é que além dos vídeos, publicações e stories do Instagram, Facebook, etc., produtos mais sedimentados como livros, documentários, palestras para as comunidades visitadas, sugestão de roteiros, a culinária e a saúde nas viagens, e tantas outras formas de apresentação, possam traduzir toda sorte de experimentações que Vocês acumularam nesta "graduação e mestrado" na "Arte de viver um dia de cada vez".

Desejo muito sucesso nesta caminhada!
Desculpem-me se fui invasivo nas minhas considerações.

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